domingo, 1 de fevereiro de 2015

QUEM EDUARDO CUNHA REPRESENTA?


[OBS deste 'democracia&política': 

QUEM EDUARDO CUNHA REPRESENTA? 

Ressalto trecho desta postagem: [Eduardo Cunha] "representa os interesses de poderosos grupos econômicos – como das teles, que recentemente tentaram sabotar a aprovação do Marco Civil da Internet. [Além disso, já condenou qualquer regulação da mídia]. O lobista também é conhecido por sua militância “altiva” contra o governo Dilma. Ele não tem nada de “rebelde”; é porta-voz da direita no parlamento". 

Outro aspecto ainda mais grave. Como já expressou Eduardo Guimarães (ver 1ª postagem de hoje neste blog, na pág. seguinte): "Meia dúzia de megaempresários controlam praticamente toda a comunicação de massa no Brasil e estão prestando serviço inestimável àqueles que salivam diante da possibilidade de privatização da Petrobrás" ..."a 'solução' para que a mídia e uma meia dúzia de expoentes do PSDB possam enriquecer de forma inimaginável com eventual privataria também na Petrobrás, é uma só: há que derrubar Dilma Rousseff e estraçalhar politicamente o PT. Aí estará aberto o caminho para o maior saque ao patrimônio público da história do Brasil"].

Eduardo Cunha derrota Dilma


Por Altamiro Borges

"O terceiro turno da eleição presidencial começou e com forte carga inflamável. O lobista Eduardo Cunha (PMDB-RJ) venceu com folga as eleições para a presidência da Câmara Federal na noite deste domingo (1). O peemedebista “rebelde” teve 267 votos; Arlindo Chinaglia (PT-SP) conquistou apenas 136 votos; Júlio Delgado (PSB-MG) obteve 100 votos; e Chico Alencar (PSOL-RJ) beliscou oito votos. Dois deputados votaram em branco. A eleição foi definida em primeiro turno porque Eduardo Cunha garfou mais que a metade mais um dos votos. Todos os 513 deputados votaram no pleito. O renomado lobista exercerá a presidência da Câmara dos Deputados nos dois próximos anos, que prometem ser bem agitados.

Segundo relato “imparcial” da Agência Brasil, “Eduardo Cunha prometeu atuar para que se tenha um parlamento independente, altivo e que respeite os interesses da população brasileira. Ele criticou a submissão do Congresso em certas votações e afirmou que buscará sempre a independência da Casa”. Mas todos sabem que o discurso de Eduardo Cunha é pura demagogia. Ele não tem nada de independente. Representa os interesses de poderosos grupos econômicos – como das teles, que recentemente tentaram sabotar a aprovação do Marco Civil da Internet. [Além disso, já condenou qualquer regulação da mídia]. O lobista também é conhecido por sua militância “altiva” contra o governo Dilma. Ele não tem nada de “rebelde”; é um porta-voz da direita no parlamento!

Como registrou o editorial da "Folha" tucana deste domingo, antes da votação, “a confirmar-se o favoritismo de Eduardo Cunha, são imprevisíveis os custos que a Câmara acrescentará aos projetos do Planalto. Incluem-se, como alvo de eventual chantagem fisiológica, o programa de ajuste nas contas públicas, o aprofundamento das investigações de corrupção e um remoto, mas não negligenciável, abalo na continuidade de Dilma Rousseff (PT) na Presidência”. Ou seja, a mídia já trabalha com a hipótese da abertura de um processo de impeachment contra a presidenta. Na verdade, ela torce por isso – tanto que fez de tudo para blindar a candidatura do “rebelde”, que virou o queridinho da “grande imprensa”.

A vitória de Eduardo Cunha tende a conturbar ainda mais o cenário político nacional – já tumultuado com os sinais preocupantes de retração na economia e com o escândalo seletivo da Operação Lava-Jato. Reproduzo abaixo artigo de André Singer, publicado na [tucana] "Folha" [de sábado], que revela a gravidade da atual situação. O próximo período promete fortes emoções e muita adrenalina. A conferir! "

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Batalha decisiva

"Ao contrário de dois anos atrás, quando a eleição do deputado Henrique Alves (PMDB-RN) para a Presidência da Câmara foi um passeio, o pleito de amanhã para o mesmo cargo será objeto de intensa disputa. Explica-se. Haverá uma espada de Dâmocles sobre Dilma Rousseff caso Eduardo Cunha (PMDB-RJ) confirme o favoritismo que construiu no último biênio. Para evitá-la, o PT lançou candidato próprio, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

A guerra entre o parlamentar carioca e a presidente da República remonta pelo menos ao início de 2011, época em que a mandatária tinha força para fazer faxina. Naquela circunstância, Dilma tirou da direção de Furnas o indicado por Cunha. A estatal tem orçamento bilionário e o controle da mesma é disputado a tapa, por motivos não propriamente republicanos. O legislador parece nunca ter perdoado o gesto.

De lá para cá, houve sucessão de conflitos. Convertido em líder peemedebista no começo de 2013, Cunha comandou rebeliões da segunda maior bancada contra o governo. O mais espetacular dos levantes ocorreu em 11 de março passado, quando, por 267 votos a 28, os parlamentares decidiram criar comissão externa para investigar denúncias contra a Petrobras na Holanda. A Operação Lava Jato seria deflagrada uma semana depois.

Este é o ponto crucial. O escândalo em curso constitui exceção à regra nas denúncias, investigações e intrigas que acompanham a política. Na esteira da Ação Penal 470, o caso agora em pauta tem potencial para abalar todo o establishment e ninguém sabe ao certo até que camadas vai perfurar.

Em primeiro lugar, pelo volume de dinheiro envolvido. Embora seja imprecisa a quantia mobilizada, fala-se em cifras astronômicas. Em segundo, pelo fato inédito de ter-se detido altos executivos de enormes empreiteiras. Empresas de construção são personagens de negócios questionáveis com o Estado desde sempre, mas dirigentes detidos é raro ver.

And last, but not least, as construtoras podem enredar figuras dos três maiores partidos (PT, PMDB e PSDB), sobretudo se também for investigado o cartel dos trens em São Paulo. Num clima social marcado pelo que "se vayan todos" --recessão, falta de água, falta de energia etc.-- as notícias geram clima de "se gritar 'pega ladrão' não sobra um, meu irmão".
A vantagem de Dilma no contexto confuso e instável é a reconhecida honestidade pessoal, atestada até pela oposição. Ainda assim, ter na chefia da Câmara inimigo declarado e pertinaz é problema para qualquer ocupante do Planalto. Segundo na linha sucessória, o comandante da Casa do Povo tem o poder de arquivar - ou não - qualquer eventual e, mesmo que por completo descabido, pedido de impeachment."

FONTE: postado pelo jornalista Altamiro Borges em seu "Blog do Miro"  (http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/02/eduardo-cunha-derrota-dilma.html#more). [Imagem do google e trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].

POR QUE TANTO ÓDIO AO PT?




Por que tanto ódio ao PT? Marx explica tudo



O ódio ao PT

Por Paulo Metri, no "Correio da Cidadania"

"Nos últimos tempos, há pessoas, principalmente da classe média, que odeiam com toda alma o PT. Não conseguem pensar com isenção sobre qualquer questão em que esse partido esteja envolvido. Reagem emocionalmente, inclusive sem a possibilidade de existir um diálogo construtivo com elas. Não ouvem argumento algum se ele ressaltar um aspecto positivo do PT. Essa reação emocional é, em grande parte, de responsabilidade da mídia tradicional, que é parte integrante do capital. Os transbordantes de ódio nem entendem que são manipulados.

Assim, em que se baseia o ódio ao PT? A disseminação de ódio a quem está no poder por quem quer passar a deter esse poder é velha na política. Foi isso que Carlos Lacerda fez com relação a Getúlio Vargas, buscando transmitir a idéia que existia um “mar de lama no Palácio do Catete”, acusação essa nunca comprovada. Portanto, não acreditem que o PT é o partido mais corrupto de todos os tempos. Existem integrantes dele, inclusive alguns da cúpula, que foram flagrados em transgressões com o dinheiro público, assim como existem idênticos políticos em outros partidos.

Recuperando a história, a população não ficou tão indignada com os roubos dos "anões do orçamento", dos governadores que se beneficiavam com os precatórios, de Jorgina de Freitas, de Celso Pitta e daqueles [tucanos] que facilitaram a vida dos bancos Marka e FonteCindam. Tristemente, escândalos de roubos, no Brasil, existem em profusão. A sociedade brasileira foi, até recentemente, muito complacente com os larápios do dinheiro público.

De uma hora para outra, em atitude louvável, uma parte da sociedade começou a não perdoar os desvios comprovados de políticos. Não casualmente, na fase em que o PT está no poder. É claro que a horda descontrolada, exatamente como a mídia a moldou, começou também a acusar sem provas. É uma pena que essa atitude de não transigir com políticos corruptos não tenha surgido anos atrás, pois a Vale do Rio Doce poderia não ter sido vendida tão barata ou se teria descoberto qual era o “limite da irresponsabilidade”, que um tucano de alto escalão mencionou estar vivendo durante a privatização da telefonia.

Então, a pergunta principal passa a ser a razão por que essa correta aversão à corrupção só apareceu tão forte durante a fase do PT no poder. Notar que não estou eximindo de culpa os petistas ou membros de qualquer partido que foram flagrados. Eles devem ser julgados e, se a justiça determinar, devem cumprir suas penas. 

Respondendo à pergunta, a mídia do capital é a atual “descobridora” da ética na política, um pouco atrasada, mas, ainda assim, uma ação louvável. Exagerou-se na dose de indução do repúdio ao roubo, porque essa mídia tinha o único interesse de colocar um grupo ligado a ela, de “verdadeiros vestais”, no poder e a bandeira da ética veio a calhar.

É certo que a mídia aliada do capital plantou as sementes de ódio contra o PT, mas existiam terrenos férteis. Muitas pessoas buscavam argumentos para terem ódio ao PT, o que traz a nova dúvida. Por que isso? Muitas pessoas têm ódio ao PT pelos seus méritos, apesar de declararem que é pelos seus erros. O PT tirou mais de 30 milhões de pessoas da miséria e mais de 46 milhões saíram da pobreza e foram para a classe média. Trata-se de um feito enorme. Além disso, o PT facilitou a entrada dos filhos dos pobres nas universidades. Resumindo, nunca se viu, neste país, uma melhoria das condições sociais do nosso povo como esta proporcionada pelos governos petistas. Getúlio e Jango, que eram compromissados socialmente, não fizeram tanto, mesmo sendo guardadas as proporções.

É interessante que, para muitos representantes da classe rica, a mobilidade social promovida pelo PT não foi tão ruim. Por um lado, os salários mais altos significam a diminuição da lucratividade. Por outro, representam também maior demanda por produtos e serviços e a possibilidade de expansão dos negócios com aumento dos lucros. O problema mesmo vem da classe média, que tem sido penalizada injustamente por diversos governos, através da inflação de muitos dos seus itens de consumo, superior à inflação oficial, que corrige seus salários. Essa classe, que é composta basicamente de assalariados, profissionais liberais e pequenos empreendedores, não tem, por exemplo, a tabela de imposto de renda corrigida devido à inflação, o que representa um acréscimo do imposto. Enfim, ela tem razão suficiente para se sentir desprotegida por vários governos, inclusive o dos petistas.

Entretanto, o pior para a classe média é ela se sentir ameaçada com a ascensão de inúmeros competidores. Mais que isso, ela se sente atropelada por pessoas que julga vulgares, porque os restaurantes, os cinemas, enfim, os locais que gosta de frequentar passaram a ficar superlotados. As modas usadas por ela passaram a ser usadas também pela “nova classe média”. As viagens de avião passaram a ter que ser compartilhadas com pessoas que, antes, só viajavam de ônibus. Nesse sentido, causou espanto o artigo de uma representante da classe rica em que ela dizia não se conformar com ter que encontrar seu porteiro nos destinos que, antes, eram exclusivos da sua classe.

Dessa forma, quem melhor explica a razão principal para se odiar tanto o PT é Marx. Afinal de contas, esse partido ousou diminuir o estoque de mão-de-obra barata, quase escrava. Aquela mão-de-obra que aceita qualquer oferta de pagamento, pois tem medo de ir para o grupo dos miseráveis, onde a fome campeia. Nesse contexto, a existência dos miseráveis é importante para criar medo aos rebeldes que não se conformam com as condições que lhes impingem. Suas mais-valias precisam ser retiradas.

Peço ao leitor que, em exercício de abstração, se imagine um miserável. Sua vida toda foi acompanhada de uma sequência de agressões, sem conseguir se lembrar desde quando. Lembre-se de muita fome, persistente, que a comida escassa nunca abate. Lembre-se das dores físicas oriundas das pancadas dadas por adultos e crianças mais velhas, até as dos bandidos e policiais de hoje. Lembre-se dos sofrimentos quando seu corpo não está bem, o que é frequente, e das filas no atendimento de saúde pública, que é a sua única esperança para aliviar a dor. Lembre-se como é perigoso e duro dormir na rua. Lembre-se da humilhação quando pretende um emprego e não consegue por falta de instrução. Lembre-se de como outros lhe enganam e roubam. Lembre-se que não há um momento de descanso nem de paz. Agora, imagine um governo, que você não sabe nem de onde surgiu e espanta a maior parte destas mazelas.

Por tudo isso, o partido PT merece respeito. Quem não tiver respeito a esse partido, a bem da verdade, está desrespeitando a solidariedade humana. Não se pode enxovalhar um conjunto inteiro de integrantes de um partido por causa de um número bem menor de seus representantes que foram crápulas. Eu sou crítico em muitos pontos dos governos do PT, o que já está em outros artigos. Mas reconheço o grande feito da mobilidade social realizado pelo PT. Finalizando, não sou filiado ao PT e nem a outro partido político, porque acredito ser recomendável não ser filiado a qualquer um para ter inteira liberdade ao escrever textos."

FONTE: escrito por Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia e colunista do "Correio da Cidadania". Transcrito no portal "Viomundo"  (http://www.viomundo.com.br/politica/paulo-metri-o-odio-ao-pt-pelos-seus-meritos.html).[Trecho entre colchetes acrescentado por este blog 'democracia&política'].

AS MARACUTAIAS DA "GLOBO" NO PARAÍSO FISCAL NO CARIBE



[Jamais o Juiz Moro, o ex-Ministro Joaquim Barbosa e o MPF teriam e terão coragem de investigar as maracutaias da "Globo"]

As maracutaias da Globo em Cayman

A denúncia veiculada pelo DCM levanta o véu de uma história de golpes, fraudes e sonegações”

A partir do blog "Tijolaço", o portal "Conversa Afiada" reproduz do "Diário do Centro do Mundo" (DCM):

DCM VAI ATRÁS DE MARACUTAIAS DA GLOBO NO EXTERIOR

"O blog 'Diario do Centro do Mundo' está fazendo o que nenhum outro órgão de mídia, com suas centenas de jornalistas, jamais ousou fazer: investigar as maracutaias da maior corporação de mídia do Brasil.

A "Globo" posa de intocável, tentando esconder o seu passado de apoio à ditadura, sonegação e favorecimentos do governo.

O monopólio intimida outros órgãos, que se jactam de ser oposição ao “poder”, mas se calam covardemente quando enfrentam o verdadeiro poder no Brasil, o poder econômico, político e midiático da família mais rica do país.

Daí que o sistema de comunicação tradicional no Brasil tornou-se uma espécie de maçonaria chefiada pela "Globo". Apenas as denúncias veiculadas pela "Vênus" ganham destaque nos milhares de tentáculos controlados pelas principais famílias. E os amigos da "Globo" são protegidos.

A denúncia veiculada pelo DCM levanta o véu de uma história de golpes, fraudes e sonegações.

Um dia, quando o Ministério Público se convencer que os donos da "Globo" não são deuses intocáveis, mas que também devem seguir a lei, então talvez tenhamos dado um passo na direção de uma democracia mais justa.

EXCLUSIVO: Nas Ilhas Virgens, nosso enviado conta como funcionava a empresa de fachada da "Globo"

Por Joaquim de Carvalho


O “endereço” da “Empire” nas Ilhas Virgens: empresa “era só no papel”, diz advogado

Em uma nova reportagem da série sobre a compra dos direitos da Copa do Mundo de 2002 pela "Globo", o jornalista Joaquim de Carvalho foi às Ilhas Virgens contar in loco como funcionava a empresa de fachada. Joaquim esteve no paraíso fiscal e visitou a suposta sede. As demais matérias podem ser encontradas aqui.

O dia amanhece com galos cantando em pleno centro de Road Town, capital das Ilhas Virgens Britânicas, no Caribe, onde, em 2001, a "Rede Globo" comprou uma empresa por cerca de 220 milhões de dólares. O que poderia haver de tão valioso no Caribe para que a "Rede Globo" fizesse um investimento desse porte?

O esconderijo para um tesouro é a resposta mais apropriada. Exatamente como no tempo dos piratas, que por sinal fizeram história por aqui, como o lendário Barba Negra. E para piratas no passado, assim como para sonegadores de impostos, corruptos, traficantes de drogas e de armas no presente, o melhor lugar do mundo é onde se pode guardar a riqueza ilícita longe dos olhos das autoridades. Um paraíso. Isso é Ilhas Virgens.

Quem conhece bem os meandros desse paraíso fiscal é o advogado brasileiro Marcelo Ruiz, que desde 2011 trabalha para um escritório de recuperação de ativos instalado no centro financeiro de Road Town. Seu trabalho é descobrir quem está por trás das empresas abertas no país, que integra a Coroa Britânica, e repassar os dados para os escritórios das nações onde correm processos — Cayman, Suíça ou Brasil, por exemplo.

Ele, evidentemente, não trabalha sozinho. Além dos advogados de todos os continentes que dividem com ele um andar inteiro no edifício "Fleming House", onde está uma das maiores empresas de telefonia móvel do país, a "Lime", ele trabalha com a "Kroll" e outras empresas de investigação formada por ex-agentes da CIA, Scotland Yard e FBI.

Essas empresas trabalham para a gente como suporte. Mas quem repatria são os advogados”, diz. Tudo com base na lei. No passado, era quase impossível chegar aos criminosos. Mas a justiça no mundo inteiro tem reconhecido o direito da vítima de identificar seus algozes e reparar o dano, inclusive o financeiro – caso de acionista lesado, ex-esposa passada para trás na partilha e nós, o povo, no caso da sonegação ou da corrupção.

Havendo um processo judicial, mesmo que em outro país, a justiça reconhece o direito de quebrar o sigilo da empresa sob sua jurisdição”, explica Marcelo.

Foi assim que escritórios parceiros da banca onde Marcelo trabalha repatriaram o dinheiro da corrupção no caso do juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, e do ex-prefeito Paulo Maluf, de São Paulo.

Marcelo não entra em detalhes por conta de cláusulas de confidencialidade, mas admite que seu escritório trabalhou no caso em que Ricardo Teixeira foi acusado de receber propina para favorecer emissoras de televisão na venda dos direitos de transmissão da Copa do Mundo. O suborno foi depositado numa conta de empresa aberta nas Ilhas Virgens Britânicas. Ricardo Teixeira fez acordo com a Justiça na Suíça, sede da FIFA, pagou multa milionária e se safou de uma condenação. Mas teve que se afastar do futebol profissional, e vive num autoexílio na Flórida, Estados Unidos.


"Road Town" não é a única coincidência que une a "Globo" a Ricardo Teixeira. Assim como o ex-presidente da CBF e dirigente da FIFA, a "Globo" também buscou refúgio naquele paraíso fiscal. Em junho de 1999, através de outra empresa offshore, a "Globo" abriu a "Empire Investment Group Ltd.", com capital de aproximadamente 220 milhões de dólares.

Em 2001, a "Globo" comprou, através de sua matriz brasileira, a mesma empresa. Informou ao Fisco que buscava expansão no mercado internacional de TV, e omitiu o fato de que a empresa já era dela. Mais tarde, quando investigou a "Globo", a Receita Federal descobriu a fraude.

O auditor fiscal Alberto Zile escreveu: “As operações arroladas dão a clara ideia de que vários atos praticados pela fiscalizada estavam completamente dissociados de uma racional organização empresarial e, consequentemente, de que a aquisição da sociedade empresarial nas Ilhas Virgens Britânicas foi apenas um disfarce de uma aquisição dos direitos de transmissão, por meio de televisão, da competição desportiva de futebol internacional, com intuito de fugir da tributação”.

A "Empire" era titular dos direitos de transmissão, comprados por outra offshore da "Globo" junto a uma intemediária da FIFA, a ISL. A "Empire", apesar de possuir um bem tão valioso como o direito de transmissão da Copa do Mundo, funcionava sem sede própria nas Ilhas Virgens.

A "Empire" dividia o mesmo endereço da" Ernst & Young Trust Corporation", com a qual compartilhava também a caixa postal. “Com essas informações, não resta dúvida, a "Empire" era só papel, não tinha atividade nenhuma”, diz o advogado brasileiro que trabalha em Road Town desvendando o que há por trás das offshores.

Quando cheguei a Road Town, através de um barco que faz a travessia de Saint Thomas, nas Ilhas Virgens Americanas, onde tem um aeroporto maior, fui procurar a "Empire". “Nunca ouvi falar”, disse o funcionário de uma empresa de informática no térreo do prédio onde funcionava a "Ernst & Young" (EY).

Já prestei serviço para muitas empresas daqui, mas nunca soube que existisse essa empresa "Empire". Duzentos e vinte milhões de dólares? É muito dinheiro…”, comenta o taxista Roy George, um dos poucos que aceitam se identificar num assunto “muito delicado”, como observa o dono de uma empresa vizinha da "Empire".


A "Ernst & Young" dividia a mesma caixa postal com a "Empire"

Os documentos de fundação da "Empire" trazem apenas a assinatura de uma procuradora autorizada, Nancy E. A. Grant, e de uma testemunha, Hellen Gunn Sullivan. Eu procurei as duas, primeiro no antigo escritório da "Ernst & Young", no Jayla Place. “Eles se mudaram”, informou a gerente da "Appleby", empresa que também administra offshore (legal, como informa em seu site), que agora ocupa a metade do terceiro andar do edifício antes sede da EY.

A "Ernest & Young" foi para outro endereço, mais distante do centro, no luxuoso prédio Ritter House, ao lado da marina The Moorings. “Não conheço nenhuma delas”, diz a advogada que nasceu em Santo Domingo, República Dominicana, que me atendeu em pé, na recepção do escritório. Ao ser informada do assunto, fez questão de esclarecer: «Em Road Town, não administramos mais offshore. Somos uma empresa de contabilidade.»

É um fato. A EY transferiu todas as suas atividades de trust (administração por relação de confiança) para as Bahamas, e vendeu seus ativos (as empresas de papel) para a "Tricor", que funciona no prédio do "First Caribbean Bank". Carol, a gerente inglesa da "Tricor", demonstrou incômodo quando me apresentei como jornalista brasileiro.

O que você faz aqui?”, questionou, para em seguida dizer que Nancy, a procuradora da "Empire" (leia-se "Globo"), era sua antecessora na gerência da empresa. “Ela voltou para a Inglaterra, mas mesmo que estivesse aqui não poderia dar informação. Essas informações são fechadas”, disse.

Certamente, ela não sabe que a propriedade da "Empire" deixou de ser segredo quando o auditor Alberto Zile, a partir de uma denúncia vinda do exterior, vasculhou os documentos da "Globo" e descobriu que a "Empire" foi criada pela própria empresa brasileira. Segundo a Receita Federal, o objetivo era sonegar impostos, o mesmo objetivo de milhares de empresas que se instalam por aqui.

Nas Ilhas Virgens Britânicas, os agentes fiduciários silenciam, mas o galo canta por toda parte, e é comum ver galinhas e pintinhos pelas praças e ao redor das mesas dos restaurantes à espera de que alguém jogue comida. É que a ave vive livre como os pombos no Brasil, embora os moradores gostem da carne no prato. Mas comem apenas o que compram no supermercado.

Muitos séculos atrás, os espanhóis trouxeram as galinhas, e elas foram crescendo, crescendo, e nós gostamos de vê-las por aí”, conta o taxista Roy George, que tem curso superior. O filipino Gilberto Fabian se surpreendeu quando chegou ao país para trabalhar um ano atrás e viu tantas galinhas pela rua. “Em Manila, não ficava uma viva. O povo lá tem fome”, afirma

As Ilhas Virgens Britânicas têm uma das rendas per capita mais altas do mundo — quase 40 mil dólares por ano, salário mínimo de 2 500 dólares –, graças a uma economia impulsionada pela natureza bela e exuberante e ao suporte nos negócios financeiros. O segredo é a razão do sucesso do mercado financeiro.

Empresas instaladas aqui pagam taxas anuais, que garantem boa receita ao governo, mas não são nada se comparado ao que pagariam de impostos em seus países de origem. Esse é um dos motivos da instalação de mais de quinhentas mil empresas, o dobro do número de habitantes.

Existem empresas que se instalam em Road Town, ainda que só existam no papel, e agem dentro da lei em seus países de origens, mas, para a Receita Federal, não foi este o caso da "Globo". Não foram também as praias de água cristalina nem a floresta verde esmeralda que a fizeram aportar por aqui. Ilhas Virgens Britânicas se apresentam como "Nature’s Little Secrets". Ou "Segredinhos da Natureza". É um slogan que explica alguma coisa.


Um país cujo slogan apropriado é “Segredinhos da Natureza”


FONTE: A partir do blog "Tijolaço", o portal "Conversa Afiada" reproduz do "Diário do Centro do Mundo" (DCM) a reportagem acima  (http://www.diariodocentrodomundo.com.br/exclusivo-nas-ilhas-virgens-nosso-enviado-conta-como-funcionava-a-empresa-de-fachada-da-globo/) e (http://www.conversaafiada.com.br/pig/2015/01/31/as-maracutaias-da-globo-em-cayman/). [Título e subtítulo acrescentados por este blog 'democracia&política'].

DILMA TEM CHANCES DE SAIR DO ATOLEIRO?


Dilma, 2º mandato: que chances tem a presidenta de sair do atoleiro?


"A atual presidência enfrenta alguns problemas econômicos e políticos muito similares ao que Lula enfrentou quando assumiu seu mandato em 2003.

Por Antonio Lassance, cientista político

"Já vimos esse filme

A segunda presidência Dilma enfrenta um conjunto de problemas muito similares ao que Lula enfrentou quando assumiu seu primeiro mandato, em 2003.

Lula tinha à sua frente uma inflação em alta - maior que a atual. Aplicou uma política monetária ortodoxíssima, bem mais conservadora do que Dilma acaba de baixar.

A situação do Brasil era - tomando emprestada a expressão de um editorial de "Carta Maior" - de completo atoleiro econômico e também político.

No PT e, mais ainda, nos movimentos sociais, houve choque e decepção com ações que foram consideradas uma traição ao programa e à história do Partido.

Lula trouxe um ex-representante de um banco internacional e deputado recém-eleito pelo PSDB, Henrique Meirelles, para ser o presidente do Banco Central. Encaminhou uma reforma da Previdência Social que deixou o sindicalismo, principalmente o cutista, atônito.

As dificuldades de Lula com o PMDB pareciam intransponíveis. O PMDB chegou a ficar de fora da primeira composição ministerial e era uma fonte constante de atritos com o Planalto.

A tentativa de trazer o partido para o Governo, na reforma ministerial de 2004, selou as pazes apenas com os peemedebistas do Senado.

O PMDB da Câmara estava e permaneceu em pé de guerra. Curiosamente, o líder da resistência era o deputado Michel Temer, vice-presidente da República de Dilma e, hoje, principal bombeiro da relação entre PMDB e PT. Temer chegou a ameaçar de expulsão os peemedebistas que desacatassem a orientação partidária e fossem compor o governo.

Se o início do governo não foi um mar de rosas, depois ficou muito pior. Em 2005, Lula seria ameaçado por um grande escândalo. As acusações do chamado "mensalão" abalariam as bases políticas de sua presidência e ameaçariam seu mandato. O fantasma do "impeachment" era real e imediato.

O presidente, àquela época, foi posto em uma situação de cerco da oposição midiático-partidária muito parecido com o que se viu contra Dilma, durante a campanha eleitoral de 2014, e que tende a persistir ao longo de seu mandato.

Ou seja, alguns dos riscos que Dilma enfrenta atualmente são muito similares ao que Lula enfrentou de 2003 e até o final de seu mandato.

As diferenças entre as duas presidências, porém, não são nada triviais. O cenário internacional é bastante diferente e desfavorável. Os riscos da crise hídrica são novos e ninguém ainda sabe como tratá-los, nem o Governo Federal, nem os estaduais. O "modo dilmista de governar", bem distinto do padrão lulista, ainda não parece ter mudado substancialmente. E a comunicação de ambos é muito, mas muito diferente mesmo.

Mas isso já é assunto para uma próxima análise."


FONTE: escrito por Antonio Lassance, cientista político. Publicado no portal "Carta Maior"  (http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Dilma-2%BA-mandato-que-chances-tem-a-presidenta-de-sair-do-atoleiro-/4/32733).

PETROBRAS, A SANGRIA




Petrobras, a sangria

Por Fernando Brito

"A condução da chamada “Operação Lava-Jato” segue um criterioso roteiro.

Não se trata de dizer que não houve crimes na Petrobras e que esse foi grossa roubalheira, fique claro.

Mas salta aos olhos que tudo está sendo conduzido com o mais escandaloso propósito de sangrar, até o máximo possível, a empresa e o governo.

Estamos ao sabor do “será que disse; será que não disse” há meses.

Há gente presa – há quase três meses – e, embora eu não nutra a menor simpatia por dirigentes de empreiteiras, vai se configurando um quadro absolutamente antijurídico de manter sob prisão quem não admitir confessar verdades ou falsidades.

90 dias em cana fazem muita gente chamar urubu de meu louro, não é?

Ainda mais se ao ladrão se oferece a possibilidade de ser poupado no Credo, como Barrabás, se apontar não o polegar, mas o indicador, na direção “certa”.

Chegamos ao ponto em que o juiz Sérgio Moro diz que só poderia soltá-los se todos os contratos das empresas com governos “em todos os três âmbitos federativos” fossem suspensos e se parassem todas as obras públicas de vulto no País, independentemente de haver qualquer suspeita sobre elas, exceto o fato de quem as executa.

Qualquer um que tenha a mínima noção de Direito sente arrepios ao ver esse nível de discricionarismo. Até, para ser justo, o Reinaldo Azevedo.

O Ministério Público, enquanto isso, dedicou-se arduamente às suas férias de janeiro, sem dar prosseguimento ao seu dever de denunciar os acusados.

Vai-se esticando a novela e, agora, com a ajuda luxuosa da própria direção da Petrobras que, na tentativa de mostrar-se “transparente” ao mercado só consegue fazer com que a opinião pública já não confie em uma empresa que, como nenhuma outra, é essencial para o país.

Há um evidente processo de sangramento político e econômico da Petrobras, e às sangrias só há uma coisa a fazer: estancá-las.

A direção da empresa – sem nenhum sinal ou denúncia de falta de honradez pessoal de seus integrantes, já o disse antes – está se mostrando incapaz disso.

Quer fazer “democracia” onde o que se exige é comando.

Nenhuma empresa do mundo resiste a isso e não é possível, em nome do Brasil, deixar que o tecnicismo amador deixe de enxergar que esta é uma questão política.

Exemplos vêm às dúzias.

Exemplo: a Petrobras “pode” deixar de pagar dividendos aos acionistas, uma das manchetes da semana.

Ora, o pagamento de dividendos não é obrigatório e pode deixar de ser feito quando a conjuntura o exige. E tome exigência da conjuntura do mercado de petróleo com queda de 60% nos preços em três meses. Mas se não há decisão de suprimi-los, porque anunciar o “pode”? O pode está na lei, ora.

O outro fato escandaloso que é suprimido pela mídia é o de que toda a operação de furto na empresa se deu – tenham havido conexões políticas ou não – por funcionários de carreira, não por “estranhos” aos quadros da companhia, o que mostra mais um problema estrutural que conjuntural de governança.

É preciso entender que a gestão de uma grande empresa é política.

A teimosia é diferente do estoicismo.

Sobretudo nos resultados que produz."


FONTE: escrito por Fernando Brito em seu blog "Tijolaço"   (http://tijolaco.com.br/blog/?p=24455).

O BRASIL NO BANCO DOS RÉUS


O BRASIL NO BANCO DOS RÉUS

Por LEONARDO ATTUCH

"Se todas as empresas são suspeitas, não há cartel, mas sim uma falha sistêmica no capitalismo nacional, cuja única solução é o fim do financiamento privado à política.

Nesta semana que passou, em mais um dos capítulos da "Operação Lava Jato", foram abertos inquéritos contra dez empreiteiras, que, a partir de agora, se somam às seis que já têm executivos presos no Paraná. Com isso, praticamente todos os grandes fornecedores da Petrobras foram colocados no bancos dos réus – o que demonstra como é frágil o rótulo de "cartel das empreiteiras", colocado pelos investigadores que estão à frente da operação.

Por definição, um cartel existe quando algumas empresas se unem para fixar preços e eliminar potenciais concorrentes. Isso ocorre, em geral, quando os mercados são dominados por oligopólios, ou seja, poucas empresas. Um "cartel de 16", por uma questão de lógica, já não é mais "um cartel", mas sim uma suruba institucionalizada, que atinge a todas as empresas. Na prática, o reflexo de um capitalismo de estado, onde o público e o privado se misturam.

Entre os 16 sócios desse suposto 'clube', há, sim, quem seja vítima. Um dos erros da denúncia do Ministério Público é igualar todas as condutas, como se a empreiteira que paga propina quando é vítima de achaque fosse tão culpada quanto aquela que corrompe para não ser incomodada nos seus contratos superfaturados. Outro erro é conferir 100% de credibilidade a delações premiadas de empresários que se safam quando apontam o dedo para seus concorrentes – deduragens sobre as quais deveria haver um mínimo de pé atrás, por razões óbvias.

Diante desse frenesi, são flagrantes os prejuízos para a economia nacional. Já há consultorias estimando que a "Lava Jato" poderá subtrair 1,5% do PIB brasileiro em 2015. Há também fornecedores demitindo, pedindo recuperação judicial e o quadro tende a se agravar agora que a Petrobras, carro-chefe da economia brasileira, anunciou um pouso forçado em todos os seus investimentos em exploração no ano de 2015.

Num país carente de obras públicas como o Brasil, é também ultrajante a sugestão, que se ouve aqui e acolá, para que todas as empreiteiras atingidas sejam declaradas inidôneas, ficando, assim, impedidas de assinar novos contratos com a União. Como não sobraria nenhuma, isso significaria jogar por terra um dos maiores patrimônios do Brasil, que é a qualidade de sua engenharia, reconhecida internacionalmente, e abrir o mercado nacional a empresas estrangeiras, que também seriam corruptas num sistema corrupto por natureza.

A única solução consistente para o problema revelado pela "Lava Jato" é proibir o financiamento privado de campanhas políticas, que é a raiz de todos esses escândalos. Mas como, numa democracia, a atividade dos partidos também precisa ser financiada, é ainda mais urgente votar a reforma política, com coragem para ampliar os recursos do fundo partidário. Sem isso, a 'Lava Jato' servirá apenas para mais um autoengano no combate à corrupção."


FONTE: escrito por LEONARDO ATTUCH no jornal digital "Brasil 247" (http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/168458/O-Brasil-no-banco-dos-r%C3%A9us.htm). O autor do artigo é jornalista, idealizador do "247" e autor dos livros "Saddam, o amigo do Brasil", "Quebra de contrato", "A CPI que abalou o Brasil" e "Eike: o homem que vendia terrenos na lua".

GRAÇA FOSTER RECEBE PRÊMIO MÁXIMO MUNDIAL DE ENGENHEIROS DE PETRÓLEO




Do blog "Fatos e Dados", da Petrobras:

Graça Foster é a primeira brasileira a receber o prêmio "Distinguished Award" da SPE

"Nossa presidente, a engenheira Maria das Graças Silva Foster, recebeu em mãos, na sexta-feira (30/01), o prêmio máximo da "Sociedade Mundial dos Engenheiros de Petróleo" - "Society of Petroleum Engineers" – SPE. O prêmio "Distinguished Lifetime Achievement Award 2014" é concedido a pessoas que deram contribuição excepcional para a indústria mundial de petróleo e gás. Foi a primeira vez que um profissional brasileiro recebeu a homenagem.

A entrega do troféu à presidente foi realizada durante almoço comemorativo em nossa sede, no Rio de Janeiro. Graça Foster recebeu a premiação das mãos da engenheira Anelise Quintão Lara, gerente executiva da área de Libra, que representara a presidente na cerimônia de entrega do prêmio em Amsterdã, Holanda, realizada dia 28 de outubro de 2014.

Receber esse prêmio da SPE, formada por engenheiros e ícones da indústria mundial de petróleo, é uma emoção muito grande. Saber que o conselho dessa entidade tão respeitada reconheceu o tempo, o esforço e a dedicação que tive à indústria durante toda minha vida profissional é extremamente recompensador”, disse a presidente para os convidados. 

A executiva ressaltou que o prêmio é ainda mais especial em função do momento difícil pelo qual passamos. “Reconhecimentos como esse nos fazem ter a certeza de que é preciso seguir em frente. De que é imperativo enfrentar este momento difícil, superar esta crise sem igual na nossa história e seguir adiante. A palavra agora é superação”, destacou.

A presidente também ressaltou aos presentes que, apesar do momento difícil, nossos resultados operacionais em 2014 foram excepcionais. “Dia 22 de dezembro, batemos o recorde de produção: a produção diária de petróleo da Petrobras no Brasil - Petrobras produtora e Petrobras operadora – foi de 2,3 milhões de barris de petróleo por dia. Foram produzidos, nesse dia, 3 milhões de barris de óleo equivalente. Só no pré-sal, já estamos produzindo mais de 700 mil barris por dia. Isso apenas oito anos desde a descoberta: é um marco na indústria de exploração e produção em águas profundas no mundo”, afirmou a executiva, que dedicou o prêmio ao ex-diretor de Exploração e Produção, Guilherme Estrella, presente no evento.

Ao entregar o prêmio para Graça, Anelise Lara lembrou que esta é a única premiação que só pode ser indicada pelo conselho da SPE (formado pelo presidente, ex-presidente e diretores), a partir da seleção de profissionais de grande destaque, considerados referências na indústria. “A cerimônia de entrega do prêmio ocorreu em Amsterdã, mas infelizmente a engenheira Graça não pôde estar presente. Por isso, resolvemos fazer este almoço aqui no Brasil para que pudéssemos fazer a entrega oficial deste prêmio”, disse Anelise. A executiva lembrou que a área de poços do CENPES (Centro de Pesquisas da Petrobras) tornou-se referência mundial quando Graça Foster esteve à frente da área e ressaltou a atuação da presidente na criação da RETEP (rede de excelência em tecnologia de engenharia de poços), que serviu de referência para as outras redes tecnológicas desenvolvidas na Petrobras posteriormente com a participação de universidades e centros de pesquisa brasileiros e estrangeiros.

Também estiveram presentes os diretores José Formigli (Exploração e Produção), Almir Barbassa (Financeiro e de Relações com Investidores), José Carlos Cosenza (Abastecimento), Alcides Santoro (Gás e Energia), o presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, o assessor da presidente para Conteúdo Local e coordenador executivo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), Paulo Sérgio Rodrigues Alonso, o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), João Carlos De Luca, o consultor do instituto, Álvaro Teixeira, o presidente da Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), Oswaldo Pedrosa, o diretor da Coppe/ UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, além de representantes da SPE, do CENPES, de universidades brasileiras e de outras entidades ligadas ao setor.

Sobre o prêmio e a SPE

O prêmio "Distinguished Lifetime Achievement Award" tem como objetivo homenagear o profissional do ano pelo conjunto de contribuições e reconhecer a dedicação excepcional de tempo, esforço, propostas e ações em prol da indústria de petróleo e gás. A SPE é a maior organização profissional do mundo voltada para o segmento de Exploração & Produção da indústria de petróleo e gás, com cerca de 123 mil membros de 135 países.

Sobre a presidente Graça Foster

Maria das Graças Silva Foster é graduada em Engenharia Química pela Universidade Federal Fluminense (UFF), tem mestrado em Engenharia Química e pós-graduação em Engenharia Nuclear pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), além de MBA em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Está há 35 anos no nosso quadro de profissionais de carreira. Desde 13 de fevereiro de 2012, é nossa presidente. Foi diretora da Área de Negócio de Gás e Energia, no período de setembro de 2007 a fevereiro de 2012. De maio de 2006 a setembro de 2007, foi presidente da Petrobras Distribuidora, tendo acumulado com a função de diretora Financeira da empresa. Entre suas funções técnicas, a presidente atuou por 15 anos na nossa área de Engenharia de Poços.

Outros reconhecimentos em 2014

Em maio de 2014, a presidente Graça ficou pela terceira vez consecutiva no ranking das "100 mulheres mais poderosas do mundo", divulgado pela revista norte-americana "Forbes". Em fevereiro, foi indicada à lista da emissora norte-americana CNBC com 200 "personalidades que tiveram mais influência no mundo dos negócios nos últimos 25 anos". Também em fevereiro, Graça ficou em quarto lugar na lista que reúne as "50 mulheres de negócios mais poderosas do mundo" da revista 'Fortune'."


FONTE: do blog "Fatos e Dados", da Petrobras   (http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/graca-foster-e-a-primeira-brasileira-a-receber-o-premio-distinguished-award-da-sociedade-mundial-de-engenheiros-de-petroleo.htm).

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