sábado, 30 de agosto de 2014

ITAÚ DERROTA DILMA ! BANCOS ELEGEM MARINA





[OBS deste blog 'democracia&política':

Parabéns ao Banco Itaú, aos megabancos nacionais e estrangeiros e, particularmente aos sonegadores! O "Datafolha" divulgou ontem sua pesquisa mostrando a vitória de Marina no 2º turno. 

Este blog já mencionou há poucos dias um dos motivos de o Banco Itaú ter-se lançado como candidato à Presidência da República, travestido de "Marina Silva". O banco foi descoberto sonegando R$ 18,7 bilhões e não quer pagar.

Segundo reportagem do "R7" (André Forastieri), "em agosto de 2013 — no governo Dilma Rousseff — a Receita Federal autuou o Itaú Unibanco. Segundo a Receita, o Itaú deve uma fortuna em impostos. Seriam R$ 18,7 bilhões relativos à fusão do Itaú com o Unibanco, em 2008. O Itaú deveria ter recolhido R$ 11,8 bilhões em Imposto de Renda e R$ 6,8 bilhões em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. A Receita somou multa e juros." 

O que causou essa candidatura do Itaú manipulando Marina Silva foi o fato de a Receita Federal do governo Dilma estar cobrando a devolução daquele dinheiro público que o banco se apropriou. O Itaú não quer pagar. Assim, apoia Marina para derrotar Dilma e anular a dívida. Outros grandes sonegadores, inclusive grande rede de TV, também apoiam Marina. 

Tudo indica, acreditando-se no Datafolha, que a jogada deu certo. Essa anulação virá de forma natural e sem alarde quando os bancos assumirem o comando permanente e intocável do BACEN e da macroeconomia brasileira. Essa assunção ocorrerá com a esperta e eufêmica manobra capciosa de tornar o "Banco Central independente" (isto é, independente do governo, mas exclusiva e totalmente dependente dos megabancos). Marina já se comprometeu publicamente com essa "independência".

Vejamos o artigo seguinte do "GGN": MARINA GANHARIA HOJE: BEM FEITO!]

Marina e o mito do cavaleiro solitário

Por Luis Nassif

"Todo fim de ciclo político abre espaço para os 'outsiders' da política.

São períodos em que ocorre um aumento da inclusão, da participação popular e os mecanismos políticos tradicionais não mais dão conta da nova demanda. Há o descrédito em relação à política e, no seu rastro, o cavaleiro solitário, cavalgando o discurso moralista e trazendo a esperança da grande freada de arrumação.

Fazem parte dessa mitologia políticos como Jânio Quadros, Fernando Collor e, agora, Marina Silva.

Tornam-se fenômenos populares, o canal por onde desaguará a insatisfação popular com o velho modelo.

No poder, isolam-se por falta de estrutura partidária ou mesmo de quadros em qualidade e quantidade suficiente para dar conta do recado de administrar um país complexo como o Brasil.

Com poucos meses de mandato, a população percebe que não ocorrerá o milagre da transformação política brasileira e se desencantará com o salvador. Sem base política, sem o canal direto com o povo, perdem o comando e trazem a crise política.

Desde a redemocratização de 1945, o Brasil tornou-se um país difícil de administrar, dada a complexidade de forças e setores envolvidos. Só é administrável através das composições políticas.

Na última década, a complicação ficou maior porque floresceram uma nova sociedade civil, novas classes de incluídos e o fantasma da hiperinflação (e dos pacotes econômicos) não mais funcionava como agente organizador das expectativas e de desarme das resistências.

O maior momento de Marina foi quando, na OMC (Organização Mundial de Comércio) defendeu o direito do Brasil de proibir a importação de pneus. No episódio Cessna, descobre-se [que o avião da campanha Eduardo/Marina era de] um sócio oculto do ex-governador Eduardo Campos, que enriqueceu com incentivos fiscais (do estado de Pernambuco) [concedidos pelo governador Eduardo] justamente para a importação de pneus.

Não apenas isso.

Sua vida profissional [de Marina] indica uma personalidade teimosa e desagregadora.

Começou a vida política com Chico Mendes. Depois, rompeu com ele e aderiu ao PT. Foi parceira de Jorge Vianna, governador do Acre. Rompeu com Jorge, tornou-se Ministra de Lula.

Teve embates com a então Ministra-Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff acerca da exploração da energia na Amazônia. Perdia os embates nas reuniões Ministeriais, mas criava enormes empecilhos no licenciamento ambiental.

Nas reuniões ministeriais, jamais abria mão de posições. Quando derrotada, se autovitimizava e, nos bastidores, jogava contra as decisões com as quais não concordava.

Saiu do governo Lula no dia em que anunciou seus planos para a Amazônia e Lula entregou a gestão para Roberto Mangabeira Unger.

Saiu do governo, entrou no PV e promoveu um racha no partido. Tentou montar a Rede, juntou-se com o PSB e criou conflitos de monta com os principais auxiliares de Campos.

A teimosia em geral estava a serviço de ideias e conceitos totalmente anticientíficos.

Combateu as pesquisas em células tronco. Em 2010, em uma famosa entrevista no Colégio Marista, em Brasilia, anunciou que proibiria ensinar Darwin nas escolas, por ser a favor do criacionismo.

Se o país resolver insistir na aposta no personagem salvador, só há uma coisa a dizer: bem feito!"

FONTE: escrito por Luis Nassif no "Jornal GGN"  (http://jornalggn.com.br/noticia/marina-e-o-mito-do-cavaleiro-solitario).[Título obtido no "Viomundo" e trechos entre colchetes adicionados por este blog 'democracia&política'].

DATAFOLHA REPETE FAÇANHA DE 2010

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Datafolha repete façanha de 2010


Por Miguel do Rosário



"Em abril de 2010, mesmo com o governo Lula pontificando com uma popularidade de 73%, o instituto Datafolha estimava que Serra teria 50% dos votos num eventual segundo turno, contra 40% de Dilma.

Pouco mais de 1 mês depois, sem campanha na TV, Dilma ultrapassaria Serra, com 46% a 45%.



Ironicamente, são os mesmos números que atribuem hoje à Marina (50%) e Dilma (40%).

Depois que Dilma deixou claro, no debate na Band, que pensa em fazer uma “regulação econômica” da mídia, alguns escrúpulos podem estar sendo deixados de lado pelos institutos de pesquisa.

Ah, não, o fato de estarmos no fim de agosto não quer dizer nada. Ou melhor, é vantagem para Dilma, porque se, em 2010, ela conseguiu mudar uma diferença de 10 pontos para uma vantagem de 1 ponto, em pouco mais de 30 dias, sem ajuda de rádio e TV, então ela pode agora, com ajuda de rádio e TV, repetir o feito e desmontar uma possível armação estatística."

FONTE: escrito por Miguel do Rosário em seu blog "O Cafezinho"  (http://www.ocafezinho.com/2014/08/29/datafolha-repete-numeros-de-2010/).


LAMENTAVELMENTE, A HISTÓRIA SE REPETE COM MARINA




Direita tenta reeditar 1960 e 1989 em 2014, por Diogo Costa

Por Diogo Costa

LAMENTAVELMENTE A HISTÓRIA SE REPETE

"Algumas pessoas ficam cheias de dedos para comentar sobre o processo eleitoral atual. Não é hora para omissões. A história brasileira é que subsidia o conteúdo desse texto.

Em 1960, Jânio Quadros se elegeu presidente da república pelo PTN (com o apoio da UDN). O PTN era um micropartido que nem de longe estava no centro da política nacional, como estavam a própria UDN, o PSD e o PTB.

Em 1989, Fernando Collor de Mello se elegeu presidente da república pelo PRN. O PRN era um micropartido que com muito gosto abraçou as pretensões da "nova política" de Collor, egresso da ARENA, do PDS e do PMDB.

Em 2014, a direita quer repetir o fenômeno com uma candidatura laranja, que usa o PSB como barriga de aluguel e que um dia depois da eleição irá para o micropartido "Rede", espécie de PTN ou PRN dos dias de hoje.

Tanto Jânio Quadros quanto Collor se autodefiniam como figuras acima dos partidos tradicionais. Criticavam a política em si, os partidos políticos e os próprios políticos.

Se apresentavam como mui dignos representantes da "nova política" que iria sanear e moralizar o Brasil...

É o mesmo discurso falso, cínico e mentiroso da moça lá do Acre.

A Rede, que sequer foi criada ainda, o PTN e o PRN têm em comum o fato de serem legendas pequenas e sem contornos ideológicos e programáticos bem definidos.

Em 1961, sem conseguir uma base de apoio minimamente confiável no Congresso Nacional, Jânio renuncia e mergulha o país numa violenta crise institucional.

O golpe só não veio ali mesmo graças à atuação corajosa e certeira do então governador gaúcho, Leonel Brizola, e da sua Campanha da Legalidade que garantiu a posse constitucional de João Goulart.

Em 1992, Collor sofreu um impeachment, muito mais por ter se isolado no Congresso e por estar num partido pequeno e irrelevante como o PRN.

A história está aí para quem quiser ver e estudar.

Àqueles que negam a política e os partidos políticos, ao contrário do que dizem, deseducam as massas e são os verdadeiros representantes das ideias mais reacionárias que se possa imaginar.

Em outras palavras, são apenas farsantes.

Farsantes com um discurso falsamente moderno que se coloca acima da política, acima dos partidos, acima dos políticos e acima das instituições.

Não existe nada mais conservador e de extrema direita do que esse messianismo que falsamente paira acima de tudo e de todos.

Marina Silva é uma espécie de Jânio Quadros ou de Fernando Collor de Mello. Nada mais do que isto.

Cabe àqueles que têm um mínimo de conhecimento histórico, impedir que o Brasil de 2014 caia novamente numa aventura da extrema direita."


FONTE: escrito por Diogo Costa e publicado no "Jornal GGN" (http://jornalggn.com.br/noticia/direita-tenta-reeditar-1960-e-1989-em-2014-por-diogo-costa).

CAPITAL ESTRANGEIRO JÁ MANIPULOU MARINA PARA A ENTREGA DO PRÉ-SAL




Dilma tem visão estratégica para enfrentar os interesses mundiais do mercado do petróleo, e garantir a riqueza finita para a educação e saúde. Marina já está sendo manipulada para entregar o pré-sal aos interesses do capital estrangeiro. O Brasil perderia o bonde do ciclo econômico do pré-sal, se Marina vencesse.

Marina já é manipulada pelo capital estrangeiro para entregar o pré-sal.

Vou falar mais como cidadão, porque agora Marina Silva (PSB) pisou no meu calo, aliás pisou no pescoço, cabeça de todo cidadão brasileiro, quando colocou em seu programa de governo que o pré-sal não é prioridade.

Agora virou questão de segurança nacional, de crime de lesa-pátria.

Já chega aquela proposta indecente de colocar o Banco Central para ser filial do Banco Itaú [e dos grandes bancos estrangeiros e nacionais], sob disfarce de ser "independente".

O petróleo do pré-sal significa trilhões para educação nos próximos anos e décadas. Não é esperança, não é sonho, como a Marina Silva gosta de dizer. É garantia por lei, aprovada por Dilma, de que esse dinheiro vai entrar no orçamento da educação (e ainda tem os 25% que vai para a saúde).

Quanto mais o pré-sal produzir, mais a educação e a saúde vão ter dinheiro, e teremos outro país, transformado, desenvolvido, com o povo rico e altamente educado, sem pobreza.

Se o jovem brasileiro de 2014 já estudou bem mais do que o de 2002, com o monte de oportunidades e vagas que já foram abertas, imagine a criança de hoje que será jovem em 2020, 2025? Terá uma formação muito melhor, com escola melhor, com professores mais bem pagos, bem motivados, bem preparados. E isso é realidade, não é sonho, porque o pré-sal já produz 540 mil barris ao dia, e a produção não para de crescer. E não parará de crescer em ritmo acelerado até a próxima década, pelo menos se Dilma for reeleita.

E não é só o petróleo que tem valor. Ele impulsiona a indústria naval, de sondas, de máquinas, de instrumentos eletrônicos e mecânicos, de centenas de setores da economia, tudo isso na indústria nacional, gerando empregos aqui para engenheiros, técnicos, operários, prestados de serviços de todo tipo.

A engenharia brasileira é outra quando se faz tecnologia aqui. Em vez do engenheiro trabalhar em burocracia, vendas ou fora de sua área, com em bancos, ele mete a mão na massa na tecnologia. Aprende, desenvolve, pesquisa, descobre, tira patentes. Move a economia do conhecimento na alta tecnologia.

Toda essa tecnologia desenvolvida em mãos de brasileiros não serve apenas para a indústria petrolífera, porque o conhecimento acaba aplicado a outros setores. Pesquisas robóticas em águas profundas desenvolve conhecimento para tecnologia aeroespacial, por exemplo. Braços mecânicos no fundo do mar tem o mesmo princípio dos usados em estações espaciais, e são tecnologias usadas em linhas de montagem robotizadas de carros.

Mas os prejuízos que o Brasil terá se o pré-sal não for prioridade não para por aí. O petróleo é cobiçado no mundo todo, mas as grandes petroleiras estrangeiras têm uma política própria delas de impor o ritmo de extração para ganhar mais dinheiro, mantendo o preço do barril caro. Para elas, seria interessante atrasar a extração do pré-sal brasileiro, mantendo-o como reserva para elas explorarem mais à frente, quando os países produtores de petróleo invadidos como Iraque, Líbia e outros já tiverem dado o que tinham que dar.

O melhor dos mundos para as petroleiras estrangeiras seria ficar sentadas em cima do pré-sal brasileiro. Ter as reservas para elas, sem a Petrobras explorar fazendo concorrência.

Se a Petrobras também produz, outras petroleiras acabam contendo sua produção no Iraque, na Líbia etc. para não abarrotar o mercado mundial e derrubar o preço do barril, fazendo diminuir seus lucros. A desastrosa proposta de governo de Marina Silva vai ao encontro do interesse dessas petroleiras e contra os interesses do povo brasileiro.

Mas o amigo pode perguntar: e a emissão de poluentes do petróleo? Vale a pena ganhar dinheiro do pré-sal e detonar o planeta? A resposta é que nem de longe é isso que está em jogo, mas é com esse discurso rastaquera que querem manipular Marina Silva para nos fazer de bobos.

Quem salva o planeta é a redução do consumo de petróleo, e a fatia do leão desse consumo está nos países ricos e na China. O Brasil está fazendo sua parte na redução de emissões de carbono. Tornou-se um dos países que mais tem reduzido, exemplo para o mundo.

As necessidades de consumo de petróleo mundial serão reduzidas ao longo das próximas décadas, mas terão que ser supridas de uma forma ou de outra, com pré-sal ou sem pré-sal, com a Petrobras ou sem ela. É um combustível ainda indispensável pelas próximas décadas.

Não faz o menor sentido a Petrobras ser a única a fechar as portas, enquanto outras empresas estrangeiras ocupariam o lugar dela e ficariam com o dinheiro que deixaria de entrar para o povo brasileiro.

Além disso, a Petrobras tem a curto prazo o pré-sal como prioridade. Mas a empresa já tem em seu plano de longo prazo não ser apenas uma petroleira. Com o tempo, será uma empresa de energia em geral, cada vez produzindo mais energia limpa e de fontes diferentes. Para isso, ela precisa investir muito em pesquisa científica e tecnológica. É o dinheiro do pré-sal no presente que garante as verbas para pesquisa e que garantirão o futuro.

FONTE: do Blog da Helena — Rede Brasil Atual. Transcrito no blog "Os amigos do Presidente Lula"  (http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/).

COM MARINA, BRASIL SERÁ RESERVA DE RECURSOS PARA O MUNDO DESENVOLVIDO


 



Queda do PIB é “prévia” do que o mercado quer: Aécio. Mas como não deu, vai Marina

Por Fernando Brito 

"O presidente do BC, Alexandre Tombini, estava errado quando disse, outro dia, que faltava “espírito animal” aos empresários do (ou devo dizer no) Brasil.

Existe, sim, ao menos na maioria dos grandes.

O de animal réptil, que não consegue elevar os olhos mais que alguns centímetros do chão, jamais o de águia, que mira ao longe suas oportunidades.

Claro que não me refiro aos milhões de micro, pequenos e até a grande maioria dos médios, que vivem lutando para fechar o mês.

Falo dos grandes, que ganham mais nas finanças do que nos produtos e que, nada discretamente, “comemoram” a desaceleração da economia registrada hoje nos números do PIB porque isso não lhes fez perder dinheiro e, politicamente, abre-lhes espaços para que se instale um governo que acabe com essa “mania” de tornar o Brasil um país de 203 milhões de cidadãos – e não apenas 203 milhões de habitantes, apenas – que seja desenvolvido e autônomo.

Eles, ao contrário da dona de casa e do trabalhador modesto, sabem que há uma crise no mundo e que só escaparemos a ela, como fizemos em 2008, se apelarmos para nosso próprio mercado, para o nosso próprio povo e não para a “confiança do investidor estrangeiro”, vagamente.

Aliás, esse não foge do Brasil, porque enxerga as oportunidades, e o investimento estrangeiro direto no país não dá mostras de ter enfraquecido significativamente.

E esse sabe que a desaceleração econômica não é aqui. Apenas.

O Japão teve uma queda do PIB anualizado de 6,8%. A Europa patina. Os EUA cresceram, mas porque a comparação com o primeiro trimestre ajudou, já que houve uma queda fortíssima naquele período, superior a 2%.

Em qualquer dessas nações, a esta altura, o Governo está sendo instado a gastar mais, a estimular o crédito, a reduzir os juros para facilitar o consumo e o investimento.

Aqui, ao contrário, pedem cortes nos gastos e juros mais altos.

São loucos?

Não, são répteis, porque pretendem viver assim, do que lhes traz a atividade financeira, não a produtiva.

Será que todos esqueceram-se de que, em 2008/2009, foi preciso que Lula fosse à televisão pedir que as pessoas comprassem e questionar, nas barbas do Banco Central de Henrique Meirelles, porque os 'spreads' dos bancos brasileiros eram estratosféricos. Eram e voltaram a ser.

É para isso que querem a autonomia completa (porque ela já é imensa) do Banco Central, para que ele diga, diante da orientação macroeconômica de um presidente eleito pelo povo um solene f…-se

E, sobretudo, que o povo e o país, idem.

Por isso, estavam com um candidato que soltará todas as poucas amarras que ainda tem o capital financeiro. Por isso, agora, estão com uma candidata que, além disso, vai arruinar todo o programa de investimentos em energia, estradas de ferro, rodovias, portos, em nome de uma falsa defesa do meio-ambiente.

Porque o país com mais área verde no mundo, a maior fonte de água doce do planeta e, agora, uma das maiores reservas de petróleo no mundo tem de ser estagnado, para continuar a seu uma espécie de “reserva técnica” do mundo desenvolvido.

Administrado por uma elite que aceita, de bom grado, as migalhas gordas que lhe rendem a administração da colônia."


FONTE: escrito por Fernando Brito em seu blog "Tijolaço"   (http://tijolaco.com.br/blog/?p=20575).  [Título adicionado por este blog 'democracia&política'].

PRÉ-SAL: 1ª VÍTIMA DO PLANO DE GOVERNO DE MARINA

MARINA: O PRÉ-SAL SERÁ GUARDADO PARA OS ESTRANGEIROS




Marina abre o jogo: deixa o pré-sal para os gringos! 

Energia, só de catavento e espelhinho!

Por Fernando Brito


"Não foi preciso nem que a diretora da Chevron, Patrícia Pradal, fosse pedir, como fez com José Serra, em 2010.

Marina Silva, espontaneamente, anunciou que vai deixar o petróleo do pré-sal lá embaixo, bem enterradinho, para que, um dia, os gringos venham tirar.

Seu programa, dizem os jornais, vai tirar a prioridade “da exploração do petróleo da camada do pré-sal na produção de combustíveis”.

Ou seja, deixar por lá mesmo uma quantidade imensa de petróleo, tão grande que faz a Agência Internacional de Energia prever que o crescimento da oferta de petróleo no mundo, nas próximas décadas, virá mais do Brasil do que do Oriente Médio.

Adeus, 75% da renda do petróleo do pré-sal para a educação. Goodbye, 25% para a saúde! Tchau, indústria naval, engenharia nacional e empregos!

Fiquem lá esperando até que os gringos venham te buscar!

O que ela sugere no lugar da maior reserva de petróleo descoberta no século 21?

Energia eólica e energia solar.

Claro que ninguém é inimigo, muito pelo contrário, do uso da energia dos ventos e do sol para gerar eletricidade, e o Brasil vem avançando muito nesse campo.

Só que, com a ciência de almanaque de Marina Silva, deixa-se de lado a sinceridade.

Um parque eólico muito bom – que é caríssimo – vai gerar perto de 40% de sua capacidade instalada, porque o vento, óbvio, não é constante. Ou seja, para produzir um 1 megawatt é preciso instalar turbinas capazes de gerar pelo menos 2,5 MW.

O parque eólico de Osório, do Rio Grande do Sul, um dos maiores da América Latina, ocupa com seus cataventos uma área de 130 km² (quase tanto quanto a usina de Santo Antonio inundou além da área que já era antes ocupada pela calha do Rio Madeira), para gerar de meros 51 Mw médios, menos que uma só das 30 turbinas que já operam naquela usina!

E a energia solar?

A maior usina solar do mundo só consegue abastecer – se tiver sol todo o tempo – a cidade de Niterói!

Produz 340 Mw, o que é meio por cento do que o Brasil consome!

Recém-inaugurada pela empresa Google, gera menos que 15% da energia gerada por Santo Antônio e, para isso, transforma 13 km² do deserto de Mojave, na Califórnia, numa fornalha solar. São 3.150 campos de futebol cobertos de espelhos refletindo energia do sol para caldeiras a vapor!

Só para cobrir o crescimento da demanda, precisaríamos fazer umas dez fornalhas gigantes destas por ano!

E, claro, com problemas ambientais, só que trocando a ecologia do bagre pela do calango.

Qualquer pessoa com conhecimento técnico ouve o que Marina diz com o espanto de quem olha um energúmeno.

E qualquer empresa de petróleo do mundo ouve o que Marina diz com o salivar de quem tem grandes apetites.

Ela só agrada aos bobos e aos muito espertos.

Marina Silva seria a P-36 do petróleo brasileiro."


FONTE: escrito por Fernando Brito em seu blog "Tijolaço"  (http://tijolaco.com.br/blog/?p=20579).

OBSERVAÇÃO

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