sábado, 1 de agosto de 2015

A BOMBA NO INSTITUTO LULA E SEU GRAVE SIGNIFICADO





[Este blog democracia&política' se solidariza com o ex-Presidente Lula neste momento de graves indícios de surgimento de atentados terroristas da direita, cada vez mais desesperada para voltar ao pleno poder no Brasil por qualquer meio, já que não consegue há 12 anos pelas vias democráticas. O Brasil já viu esse filme, já viveu essa tragédia e não a quer repetir. As instituições, principalmente o Ministério da Justiça e a Polícia Federal, devem agir rapidamente para evitar a desgraça de incontrolável cataclismo social]

Nota do PT sobre o ataque ao Instituto Lula

O Diretório Estadual do PT-SP repudia veementemente o ataque ao Instituto Lula, com artefato explosivo, ocorrido na noite de quinta-feira (30).

Este não é um caso isolado. Apenas neste ano, dois Diretórios do Partido dos Trabalhadores também sofreram ataques. No dia 26 de março, uma bomba caseira atingiu o Diretório Zonal do PT no centro de São Paulo, e no dia 16 de março, dez dias antes, o Diretório Municipal de Jundiaí também foi atacado por vândalos com coquetel molotov.

Os atos refletem a escalada da intolerância e do ódio que alguns setores da sociedade e da mídia têm amplificado nos últimos meses. O ataque ocorrido contra o Instituto Lula e contra os Diretórios do PT é uma agressão à nossa democracia.

O Diretório Estadual do PT-SP repudia e não aceita atos de violência e intolerância ao Instituto Lula e espera que os responsáveis sejam identificados e punidos”

São Paulo, 31 de Julho de 2015.
Emidio de Souza, 
Presidente Estadual do PT-SP”


MANIFESTAÇÃO DA PRESIDENTE DILMA

"A presidente Dilma Rousseff condenou o ataque realizado contra o Instituto Lula na noite de quinta-feira, 30, no Ipiranga, zona sul de São Paulo. Para Dilma, o ataque é inaceitável.

"A intolerância é o caminho mais curto para destruir a democracia", disse a presidente em suas contas no Facebook e no Twitter. "Jogar uma bomba caseira na sede do Instituto Lula é uma atitude que não condiz com a cultura de tolerância e de respeito à diversidade do povo brasileiro", acrescentou."

Atentado contra Lula acende alerta vermelho


"A bomba jogada contra entidade liderada pelo ex-presidente da República, na noite de quinta-feira, revela perigos que rondam o cenário político.

Tudo leva a crer que o ato terrorista teve origem em alguma franja da direita, animada pelo clima de ódio antipetista diuturnamente alimentado pelos principais meios de comunicação e líderes da oposição.

A escalada é notável, transitando das agressões verbais nas redes sociais para o terreno do enfrentamento físico.

O primeiro sinal veio com a coação de ex-ministros em restaurantes paulistanos, além de ataques irregulares contra sedes do PT.

No início da semana, o presidente fluminense do partido e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, tomou um empurrão que o jogou ao chão enquanto dava entrevista a alguns jornalistas.

Sentindo-se à vontade, de mãos livres para fazerem o que bem entendem, extremistas do conservadorismo agora aumentam a altura do sarrafo e miram na principal liderança da esquerda brasileira.

Seria irresponsabilidade afirmar que o atentado contra o Instituto Lula, cujos objetivos parecem ser intimidação e propaganda, representa prova de que a oposição de direita esteja saindo da institucionalidade para a violência.

Mas é cristalino que o discurso do reacionarismo, estimulando clima de caça às bruxas contra o petismo, identificando-o como campo político a ser aniquilado por todos os meios, está na origem da atual onda de truculência.

Basta ver a audácia dos que resolveram escolher Lula como alvo de suas intentonas. Não se trata mais de situações casuais e fortuitas, mas de operação planejada e armada, o que indica proliferação e recrudescimento de grupos dispostos ao terror.

Também chama atenção a reação frágil e intimidada do governo federal a respeito de fato tão relevante.

Ataque dessa natureza contra um ex-presidente da República, ainda mais da estatura de Lula, sem o qual jamais a atual administração teria sido eleita e reeleita, exigiria resposta de alta intensidade, através de todos os canais possíveis.

Para começo de conversa, as investigações deveriam ser imediatamente federalizadas e caberia, à chefe de Estado, chamar rede nacional de rádio e televisão, com o intuito de proclamar claramente o repúdio ao ódio fascista e a determinação de empenhar todos os esforços para impedir sua difusão na sociedade.

A claudicante contraposição petista ao atentado da rua Pouso Alegre, no mais, revela as sequelas de uma estratégia conciliatória que foi incapaz de preparar o governo, os partidos de esquerda e os movimentos sociais para uma etapa como a atual, de radicalização do confronto entre projetos de nação.

Ao deixar intacto o monopólio da mídia, o petismo cevou seus piores inimigos, que agem como máquinas de animação e mobilização das entranhas mais apodrecidas do país, na busca de onda restauradora que possa colocar enterrar, a qualquer preço, o processo de mudanças iniciado com a eleição de Lula em 2002.

Mantendo ares de normalidade, o governo e o PT banalizam a gravidade dos acontecimentos, desorganizam sua própria militância e abrem alas para o conservadorismo seguir em seu movimento ascensional, que já combina hegemonia institucional com disputa das ruas e, agora, o recurso à violência.

A história, aliás, está repleta de exemplos sobre o que se passa quando as forças progressistas e democráticas comportam-se como avestruzes.

Ofensivas reacionárias, afinal, não costumam ser detidas com bom-mocismo, falta de audácia e encolhimento."

FONTES: do portal "Brasil 247"  (http://www.brasil247.com/pt/blog/brenoaltman/191202/Atentado-contra-Lula-acende-alerta-vermelho.htm). [Título e trecho inicial entre colchetes vídeo, nota do PT e manifestação de Dilma acrescentados por este blog 'democracia&política'. Vídeo obtido em: http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/07/videos-bomba-no-instituto-lula.html. Nota do PT obtida em:  http://www.blogdacidadania.com.br/2015/07/ataque-a-lula-secretaria-de-seguranca-de-sp-divulga-hipotese-irresponsavel/. Manifestação de Dilma obtida em: http://www.brasil247.com/pt/247/poder/191214/Dilma-diz-que-'intoler%C3%A2ncia'-motivou-ataque-a-bomba.htm
].

O SIGILO SOBRE O DOLEIRO DAS OBRAS TUCANAS

Foto por José Cruz/ABr

Adir Assad, o doleiro das obras tucanas

Por Henrique Beirangê, na revista "Carta Capital" 

As investigações sobre o empresário abrem novas perspectivas

Assad foi preso na décima fase da Operação Lava Jato

"De origem libanesa, 62 anos, ele se identifica como um atleta de alta performance. Chegava a correr 17 quilômetros por dia e disputou a maratona de Nova York. Diz ter optado por uma vida saudável, motivo que o levou a se afastar dos negócios. Empresário do ramo de eventos há três décadas, trouxe ao Brasil estrelas da música, como a banda U2, a cantora Amy Winehouse e a diva pop Beyoncé. Fachada? Sim, segundo a Polícia Federal. Preso desde março por suposto envolvimento nos desvios da Petrobras, o doleiro Adir Assad é notório frequentador das páginas policiais.

Há quatro meses, a força-tarefa da Lava Jato tenta arrancar informações de Assad, detido na décima fase da operação. Até agora, ele mantém o silêncio e nega participação no esquema. Ao juiz Sergio Moro, declarou-se um “estranho no ninho” na penitenciária paranaense que também abriga o ex-tesoureiro do PT João Vaccari e o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque.

Os investigadores o acusam de receber 40 milhões de reais como pagamento pela lavagem de dinheiro da Construtora Toyo Setal. Segundo a PF, o dinheiro seguiu para contas indicadas pelo operador Mário Góes ou foi encaminhado diretamente a Duque e a Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras também encarcerado. Os dois funcionários da estatal representariam os interesses do PT no esquema.

Não só. A prisão de Assad revigora outro escândalo já esquecido: o esquema da Construtora Delta e do bicheiro Carlinhos Cachoeira. O doleiro aparece principalmente nas histórias de desvios de obras no Estado São Paulo, governado há mais de duas décadas pelo PSDB. Um novo documento nas mãos de procuradores e policiais federais tem o poder de revelar detalhes de um escândalo de proporções ainda desconhecidas no ninho tucano. Os promotores de São Paulo sabem da existência das operações e pretendem [em futuro incerto e longínquo?]  abrir inquéritos para apurar as operações financeiras.

O documento é um relatório de análise do Ministério Público Federal que enumera uma série de tabelas de pagamentos a cinco companhias. Segundo a PF, trata-se de empresas de fachada criadas para lavar o pagamento de propinas intermediadas por Assad. Entre elas, aparece a "Legend Engenheiros", responsável por movimentar 631 milhões de reais sem nunca ter tido um único funcionário, conforme a "Relação Anual de Informações Sociais" do Ministério do Trabalho.

A contabilidade da empresa exibe polpudos pagamentos de consórcios e empresas que realizaram obras bilionárias no governo de São Paulo durante os últimos 20 anos. O primeiro pagamento que salta aos olhos é um depósito de 37 milhões de reais ao "Consórcio Nova Tietê". Liderado pela "Construtora Delta", o consórcio levou as principais obras de alargamento das pistas da principal via da capital paulista em 2009, durante o governo de José Serra. O valor inicial do contrato previa gastos de 1 bilhão de reais, mas subiu para 1,75 bilhão, ou seja, acréscimo de 75%. Um inquérito sobre a inflação de custos chegou a ser aberto pelo Ministério Público de São Paulo. Acabou, como de costume em casos que envolvem tucanos, arquivado.

A obra foi acompanhada na época pela DERSA, empresa de economia mista na qual o principal acionista é o estado de São Paulo. Na assinatura do contrato entre o governo e o consórcio, o nome do representante da empresa estatal que aparece é o de um velho conhecido: Paulo Vieira de Souza, o famoso "Paulo Preto", cuja trajetória e estripulias foram bastante comentadas durante a campanha presidencial de 2010. Acusado de falcatruas, Preto fez uma acusação velada a Serra e ao PSDB à época. “Não se abandona um líder ferido na estrada”, afirmou.

Outro consórcio que participou das obras da ampliação das marginais, o "Consórcio Desenvolvimento Viário", também contribui com as contas de Assad. Liderado pela "Construtora Egesa", foram 16,1 milhões nas contas da "S.M. Terraplenagem Ltda". A "Egesa", em consórcio com a "EIT", foi responsável por um total de 18,32 quilômetros, considerando os dois sentidos da via, entre o Viaduto da CPTM e a Ponte das Bandeiras.

Durante a "Operação Castelo de Areia", que investigou a suspeita de pagamento de propina a agentes públicos pela Camargo Corrêa, o nome de Paulo Preto aparece em uma anotação. Precede um valor: 416 mil reais. O ex-funcionário da DERSA nunca foi indiciado pela Polícia Federal [por envolver o governo tucano]. A "Castelo de Areia" acabou "enterrada" por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça. Assad aparece ainda em outra operação federal, a "Saqueador", paralisada desde 2013.

Talvez a “sorte” de Assad mude. Na página 41 do relatório do Ministério Público Federal deste ano, aparece outro pagamento, de 2,6 milhões de reais, da "Concessionária do Sistema Anhanguera Bandeirantes" à "Rock Star Marketing", também de propriedade do doleiro. O sistema rodoviário interliga a capital paulista ao interior do estado e foi licitado em 1997. O vencedor foi o "CCR", que tem entre seus acionistas a "Camargo Corrêa" e a "Andrade Gutierrez". Esta, aponta o relatório, repassou à "Legend" 125 milhões de reais. O sistema possui oito praças de pedágio e, de acordo com o relatório aos investidores, só no ano passado gerou lucro líquido de 669 milhões. Detectou-se ainda um depósito de 624 mil reais na conta da "Rock Star" por uma empresa pertencente à "CCR" responsável pela exploração do sistema Castelo-Raposo, que liga a capital ao Oeste Paulista.

O Rodoanel também não deve escapar [sera?] da mira dos procuradores. Orçada em 3,6 bilhões de reais, a obra foi dividida em cinco trechos. Vencedora de um dos lotes, a empresa "Rodoanel Sul 5 Engenharia" depositou 4,6 milhões na conta da "Legend". Por receber repasses da União, o Rodoanel passou por uma auditoria do Tribunal de Contas da União. De acordo com um relatório do TCU, o consórcio formado pela empreiteira OAS e Mendes Júnior, também envolvidas no escândalo da Petrobras, incorporou irregularmente uma terceira empresa para a execução, uma violação das regras da licitação. Coincidência ou não, a OAS alimentou as contas de Assad. Um depósito de cerca de 2 milhões de reais foi identificado na quebra de sigilo. Outra concessionária responsável por erguer outro trecho do Rodoanel, a "SP Mar", repassou 4,2 milhões à empresa de Assad. A "SP Mar" pertence ao "Grupo Bertin" e cuidou da interligação do trecho sul à Rodovia Presidente Dutra, em Arujá.

A lista é extensa. Das supostas cinco empresas de fachada foram encontradas movimentações de 1,2 bilhão em operações financeiras com cerca de cem consórcios e companhias, além de indivíduos. Sergio Moro tentou recuperar parte do dinheiro movimentado por Assad. Determinou o bloqueio de 40 milhões de reais. Mas, para surpresa, ou não, as contas estavam zeradas.

Os depósitos servirão para novas linhas de investigação pela Promotoria de São Paulo, que também quer entender as planilhas de pagamento do doleiro Alberto Yousseff. Reportagem exclusiva da revista "CartaCapital" mostrou que o operador mantinha uma lista de 750 obras, entre elas construções da Sabesp, do Monotrilho e do Rodoanel.

Com uma prisão preventiva nas costas e, sem prazo para se esgotar, os investigadores ainda não conseguiram convencer o doleiro a optar pela delação premiada. O Ministério Público de São Paulo diz pretender ouvir Assad, em busca da origem e do destino dos repasses. Uma eventual colaboração do “empresário do show business” poderia ampliar o escopo das investigações da Lava Jato. Nesse caso, a força-tarefa será obrigada a remar contra a maré. Quando não se trata de petistas e seus aliados, os investigadores já devem ter percebido, o ímpeto da mídia [da Justiça] e o apoio da chamada “opinião pública” costumam minguar."

FONTE: escrito por Henrique Beirangê, na revista "Carta Capital"   (http://www.cartacapital.com.br/blogs/direto-de-sao-paulo/adir-assad-o-doleiro-das-obras-tucanas-9816.html). [Título e trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política].

VELHACOS (da mídia) CONDUZEM OS FANÁTICOS (da Lava Jato)




Procurador da República Deltan Dallagnol, membro da 'Operação Lava Jato'

Lava-Jato em nome de Deus

Da coluna "Notas Vermelhas", no site Vermelho:

"Quem nos relata o ocorrido é o colunista do jornal 'Folha de S. Paulo', Bernardo Mello Franco, em texto publicado na edição de terça-feira (28). Bernardo informa que o procurador da República Deltan Dallagnol, destacado membro da 'Operação Lava Jato', esteve na segunda-feira (27) em uma igreja Batista na Tijuca, Rio de Janeiro. Lá fez uma espécie de sermão onde revela que está participando de uma missão sagrada, conduzida por forças superiores (e não estamos falando da PGU).

Deltan disse crer que Deus colabora com a "Lava Jato" [Será que é Deus que blinda os tucanos nas investigações e nos vazamentos?], e afirmou: “Dentro da minha cosmovisão cristã, eu acredito que existe uma janela de oportunidade que Deus está dando para mudanças”. 

Deixando claro a que mudança se refere, Deltan pediu aos “irmãos” que entrem na página do movimento “Mude – Chega de corrupção”, mantida pelo pastor da igreja que frequenta em Curitiba. Nessa página, o referido pastor faz o chamamento para manifestações em agosto, “contra a corrupção”, inclusive para o ato do dia 16 de agosto. Deltan Dallagnol asseverou ainda: “O cristão é aquele que acredita em mudanças quando ninguém mais acredita. Nós acreditamos porque vivemos na expectativa do poder de Deus”.

Uma missão sagrada

Ou seja, irmãos, estamos diante de uma verdadeira cruzada, onde o objetivo é derrotar a corrupção e quem a inventou: o PT, Dilma e Lula, tudo, ressalte-se, com o apoio divino. E diante de uma missão sagrada, aspectos mundanos devem ser solenemente ignorados, pois nada pode ser mais importante do que a vontade de Deus. Assim, mesmo um procurador da República pode atropelar direitos e princípios constitucionais, como o da impessoalidade, da isenção, do respeito ao devido processo legal, da presunção da inocência, pois nada está a salvo da santa fúria do cruzado imbuído de uma autoridade divina.

Homens de pouca fé

Talvez por não entender isso é que alguns juristas mais corajosos teimam em criticar os métodos da inerrante "Lava Jato". Aury Lopes Jr., doutor em processo penal e professor da matéria na PUC do Rio Grande do Sul, considera que os métodos da operação são “uma releitura do modelo medieval, em que se prendia para torturar, com a tortura se obtinha a confissão, e, posteriormente usava-se a confissão como a rainha das provas".

Outro homem de pouca fé é o ex-presidente da OAB-RJ e atual deputado federal (PT-RJ), Wadih Damous, para quem a 'Lava Jato' usa de um “método perigoso e ilegal para a democracia, assentado, fundamentalmente, na espetacularização da justiça. Pouco importa, no caso, a decisão final com trânsito em julgado. Todos estão (pré) condenados, ainda que se prove o contrário. O quadro é de total desrespeito e violação dos alicerces iluministas do processo e do direito penal”.

Voltaire e o senhor feudal

Já que Wadih citou o iluminismo, lembremos as palavras de Voltaire: “Há fanáticos de sangue frio: são os juízes que condenam à morte aqueles cujo único crime é não pensar como eles (...) As leis são ainda muito impotentes contra tais acessos de raiva (...) Essa gente está persuadida de que o espírito santo que os penetra está acima das leis e que o seu entusiasmo é a única lei a que devem obedecer. Que responder a um homem que vos diz que prefere obedecer a Deus a obedecer aos homens e que, consequentemente, está certo de merecer o céu se vos degolar”.

Mas nada parece deter os novos templários e o seu profeta, Sérgio Moro, que com o apoio e orientação de um poderoso senhor feudal – cujo castelo fica na Rua Von Martius, 22, Jardim Botânico, Rio de Janeiro – continuarão a saga em busca do Santo Graal, que todos já sabem qual é. Sobre esse senhor feudal, lembremos mais uma vez o filósofo francês: “De ordinário, são os velhacos que conduzem os fanáticos e que lhes põem o punhal nas mãos”.

FONTE: da coluna "Notas Vermelhas", no site VermelhoPostado no "Blog do Miro"   (http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/07/lava-jato-em-nome-de-deus.html). [Título, imagem obtida no google e trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].

A TRAIÇÃO DE BRASILEIROS ADORADORES DE GRINGOS





Querem entregar nosso “passaporte para o futuro” aos gringos

Por Liana Carvalho

Operação Lava Jato, a picaretagem contra a Petrobrás para entregá-la aos EUA!

No site do Sindipetro

"Em março 2014, é instalada a operação Lava Jato. Chefiada pelo juiz Sérgio Moro, que ganhou o prêmio ["Faz a Diferença"] de personalidade do ano da Globo, e cuja mulher trabalha para o PSDB do Paraná e também assessora empresa de petróleo estrangeira.

Como se não bastasse, os delegados federais que compõem a operação fizeram campanha para o candidato do PSDB, Aécio Neves, e chegaram ao absurdo de chamarem, no blog de campanha tucana, Lula e Dilma de anta.

Os procuradores que formam a força tarefa da operação Lava Jato, no governo de PSDB/FHC criticavam o Procurador Geral da República, Geraldo Brindeiro, nomeado por FHC, conhecido como Engavetador Geral da República, pois engavetava as denúncias, principalmente as de corrupção. Lamentavelmente, esses mesmos procuradores, na época conhecidos como “ Tuiuiús”, agora sepultam [blindam] o período FHC na Petrobrás, apesar de várias vezes citado nas delações do Lava Jato.

Ignoram também as delações diretas contra os parlamentares do PSDB, já que os ex-governadores de Minas Gerais do PSDB, Aécio Neves e Antonio Anastasia, foram citados em delação premiada, e nunca foram sequer convocados a depor. "Furnas" também foi citada como tendo uma diretoria que pagava propina ao senador tucano Aécio Neves, através de sua irmã. E o juiz Sérgio Moro, ao invés de investigar Furnas está investigando a Eletronuclear. Os tuiuiús viraram tucanos e a operação Lava Jato totalmente controlada pelo PSDB e à mercê de sua política.

E não por acaso, o juiz Sérgio Moro foi assistente da ministra Rosa Weber do STF na AP 470, conhecida como "mensalão", e lá também, o mensalão do PSDB, que foi anterior ao do PT, não foi julgado e os crimes estão prescrevendo!

A "Globo", inimiga inconteste da Petrobrás, ligada ao grupo "Time Life" dos EUA, apoiou a ditadura militar em nosso continente, patrocinada pelos EUA. A "Globo" fez campanha sem sucesso pela privatização da empresa na década de 90, comparando a Petrobrás a um paquiderme e chamando os petroleiros de marajás. Isso no governo de Fernando Henrique Cardoso - FHC/PSDB. Conseguiram quebrar o monopólio mas não conseguiram privatizar graças à força do povo. Mas eles não desistem!

A Petrobrás responde ao apoio da sociedade e, em 2006, desenvolveu tecnologia inédita no mundo, descobrindo com isso o pré-sal. Nessa área, a Petrobrás já produz 800 mil barris por dia, o suficiente para abastecer sozinho, países como Uruguai, Paraguai, Peru e Bolívia. O pré-sal é a maior descoberta de petróleo do mundo moderno! Em 2010, a Petrobrás faz a maior capitalização do planeta, em todos os tempos, arrecadou US$ 70 Bilhões. Em 2015, vende, de forma relâmpago, US$ 2.5 BI em títulos a serem resgatados em 100 anos. Também em 2015, ganha pela terceira vez o “Oscar” da indústria do petróleo e ainda torna-se uma das principais produtoras de óleo do planeta, entre as empresas de capital aberto. É preciso que a sociedade saiba que, há 62 anos, a Petrobrás abastece o país de combustíveis, ininterruptamente, e financia, com os impostos que paga, 80% das principais obras do país, conhecida como PAC. A Petrobrás gera 85 mil empregos de petroleiros próprios e cerca de 400 mil empregos contratados, fora os empregos indiretos.

Que do pré-sal, através dos royalties, 75% irá para a educação e 25% para saúde; e 50% do Fundo Social vai para educação. O que representa uma revolução social! Isso se conseguirmos barrar a emenda 131/15 do senador José Serra, do PSDB, que quer mudar a lei de Partilha para favorecer a americana Chevron, conforme denúncia interceptada pelo Wikileaks entre a petroleira Chevron e o senador José Serra, feita em 2009. ... “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”...

A operação Lava jato produz notícias negativas contra a Petrobrás diariamente, e a Globo divulga instantaneamente, isso há mais de ano. Notícias positivas, como a Petrobrás ter ganhado o “Oscar” da indústria do petróleo teve que ser nota paga em "O Globo" e na grande imprensa. Notícia negativa é de graça e a todo instante!

É preciso combater a corrupção, mas a corrupção de todos. Aliás, pela primeira vez, corruptos e corruptores estão indo para a cadeia e o dinheiro roubado sendo confiscado. Mas o que a operação Lava Jato está tentando fazer, com apoio da "Globo" e do PSDB, é entregar a Petrobrás aos gringos e com isso inviabilizar aquilo que a presidente Dilma denominou “nosso passaporte para o futuro!”

FONTE: blog "O Cafezinho"  (http://www.ocafezinho.com/2015/07/30/querem-entregar-nosso-passaporte-para-o-futuro-aos-gringos/#more-30489). [Título e trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].

Requião: "PROJETO DE SERRA PARA O PRÉ-SAL É PERDA TOTAL"



Requião: Projeto de Serra para pré-sal é perda total

"Em entrevista à 'Rede Brasil Atual', o senador Roberto Requião (PMDB-PR) voltou a criticar o projeto do também senador José Serra (PSDB-SP) que tenta mudar o modelo de partilha do pré-sal. 

Senador Roberto Requião (PMDB-PR): "Perda total. Perderíamos o controle do preço, o controle da vazão, que influencia no preço, e eles teriam o controle dos custos, comprando insumos fora do Brasil, faturando como quisessem, como faz toda multinacional", disse o senador.

Requião lembrou que o "Wikileaks" citou Serra dizendo que ele tinha o compromisso de acabar com o pré-sal e entregá-lo sob o regime de concessão a empresas estrangeiras, notadamente a norte-americana "Chevron".

"O Serra negou isso durante meu discurso no plenário, mas não é o que demonstra o projeto que ele fez. O projeto mantém a legislação de partilha, mas entrega o comando do processo todo, que é o controle dos custos, o fornecimento de máquinas e insumos fora do Brasil, o controle da vazão. Ou seja, eles tiram o que quiserem e quando quiserem, e vão tentar tirar a quantidade máxima de petróleo de custo baixo, e entregam isso às concessionárias com o pretexto que a Petrobras não tem condição de explorar o pré-sal", destacou.

Na entrevista, Requião afirmou que considera que reforma política que não elimina financiamento empresarial e coligações é "tapeação", porque o dinheiro de empresas "manda no Congresso", transforma partidos em bancadas financiadas. Sobre o comportamento da imprensa, defende a legalização do direito de resposta. "Se o Jornal Nacional chamar o José das Couves de ladrão, estelionatário, desonesto, improbo e tiver de desmentir no dia seguinte, no mesmo espaço, ele perde a credibilidade e importância. O direito ao contraditório é fundamental e ele não existe na mídia brasileira", salientou.

FONTE: do Portal Vermelho, com informações da "Rede Brasil Atual"    (http://www.vermelho.org.br/noticia/268294-1) 

COMPLEMENTAÇÃO

Requião: querem fazer na Petrobras o que fizeram na Sabesp!

Reforma política é proibir coligação e proibir doação de pessoa jurídica. O resto é tapeação.



O portal "Conversa Afiada" reproduz entrevista de Requião publicada na "Rede Brasil Atual":

REQUIÃO: ‘PROJETO DE SERRA PARA PRÉ-SAL É PERDA TOTAL. QUEREM ACABAR COM A PETROBRAS’

O Senador do PMDB ataca projeto de tucano, que pretende retirar da Petrobras a participação exclusiva no pré-sal, e critica governo Dilma por ceder a pressões do mercado

São Paulo – Crítico ácido do governo da presidenta Dilma Rousseff e, ao mesmo tempo, da oposição, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) tem se destacado como um dos parlamentares que mais tem contribuído para combater o Projeto de Lei do Senado (PLS) 131/2015, de José Serra (PSDB-SP). O tucano pretende mudar a Lei de Partilha do Pré-sal, aprovada em 2010, para acabar com o papel da Petrobras como operadora exclusiva do pré-sal, e sua participação mínima, de 30%, nos leilões de exploração de petróleo, o que em última instância tem sido percebido pelas centrais sindicais como um ataque destruidor à soberania do país.

Estão fazendo com a Petrobras o que fizeram com a Sabesp em São Paulo e a Sanepar em Curitiba. Isso significa que estão diminuindo os investimentos em extração e em projetos de médio e longo prazos, mudando o cronograma de investimentos da empresa, e aumentando os preços para aumentar o lucro dos acionistas. A Petrobras está engasgada pelo tipo de administração que tem e pela orientação da Fazenda”, afirma Requião.

Irônico em sua abordagem da realidade, o que reflete sua indignação com os ditames neoliberalistas na política e economia, o senador é do tipo de político que não tem papas na língua e gosta de uma polêmica. Nesta entrevista, ao comentar os episódios recentes da Operação Lava Jato, que investiga a tomada da Petrobras por meio de propinas de empresas prestadoras de serviço, ele ironiza as tarjas pretas que protegeram nomes da oposição nos vazamentos seletivos e a ilação que tenta associar a palavra ‘vaca’ a João Vaccari Neto, o tesoureiro do PT preso pela operação. “Agora, se um daqueles nomes traduzidos por letra era uma vaca, seguramente o JS era o bezerro. Não é José Serra, é o filho da vaca”, afirma provocando risos.

Requião considera que reforma política que não elimina financiamento empresarial e coligações é “tapeação”, porque o dinheiro de empresas “manda no Congresso” transforma partidos em bancadas financiadas. Sobre o comportamento da imprensa, defende a legalização do direito de resposta. “Se o Jornal Nacional chamar o José das Couves de ladrão, estelionatário, desonesto, improbo e tiver de desmentir no dia seguinte, no mesmo espaço, ele perde a credibilidade e importância. O direito ao contraditório é fundamental e ele não existe na mídia brasileira.”

Há um debate acalorado, polêmico, por conta do projeto de lei do Senador José Serra. O que é importante para a população entender sobre o projeto, para que se possa fazer a defesa da Petrobras?

O Wikileaks dizia que o Serra (senador José Serra) tinha um compromisso de acabar com o pré-sal e entregá-lo sob o regime de concessão a empresas estrangeiras, notadamente a Chevron. O Serra negou isso durante meu discurso no plenário, mas não é o que demonstra o projeto que ele fez. O projeto mantém a legislação de partilha, mas entrega o comando do processo todo, que é o controle dos custos, o fornecimento de máquinas e insumos fora do Brasil, o controle da vazão. Ou seja, eles tiram o que quiserem e quando quiserem, e vão tentar tirar a quantidade máxima de petróleo de custo baixo, e entregam isso às concessionárias com o pretexto que a Petrobras não tem condição de explorar o pré-sal.

Isso é uma falácia mas, na verdade, o Serra não deixa de ter razão, porque o ministro Joaquim Levy (da Fazenda) proibiu o BNDES de fazer empréstimo à Petrobras, e a presidenta Dilma nomeou uma diretoria de mercado no comando da empresa, um conselho de administração de mercado. Então, estão fazendo com a Petrobras o que fizeram com a Sabesp em São Paulo e a Sanepar em Curitiba. Isso significa que estão diminuindo os investimentos em extração e em projetos de médio e longo prazos, mudando o cronograma de investimentos da empresa, e aumentando os preços para aumentar o lucro dos acionistas. A Petrobras está engasgada pelo tipo de administração que tem e pela orientação da Fazenda.

O Sr. considera isso um choque de neoliberalismo?

Não é só um choque. É o neoliberalismo funcionando sem limites na condução da economia brasileira, e de uma forma absolutamente errada. Não estou comparando o Brasil com a Grécia, os gregos produzem azeite e turismo, mas é o mesmo projeto que levou a Grécia à falência de hoje. Quando isso começou na Grécia, em 2010, a dívida era de 104% do PIB, e hoje, cinco anos depois, com desnacionalizações, arrocho salarial, diminuição de direitos trabalhistas e privatizações, o déficit da Grécia é de 180% do PIB. Ela está sendo submetida de uma forma vil aos interesses da banca do mercado que comanda a política europeia.

Por que acontece isso?

A Dilma cedeu à pressão do mercado, cedeu às exigências do capital. Colocou o Levy para fazer esse tipo de política que ela diz concordar, mas só uma ressalva, ela, ainda por não ser uma liberal puro sangue, está mantendo as politicas compensatórias, as bolsas (programas sociais, como o Bolsa Família).

Mas eu vejo que essa política fracassou de forma completa. O governo não reduziu o déficit, ele reconheceu que essa política de arrocho e recessão havia diminuído a receita fiscal e que era impossível cumprir a meta. Eles simplesmente disseram oficialmente que não vão cumprir a meta.

Ontem (28) tivemos em São Paulo e Brasília manifestações contra a reunião do Copom…

Tem um artigo do Serra na "Folha" que é um ‘encanto’. Ele considera o Copom uma reunião de vestares, que provavelmente estão em um templo de adoração à deusa Vesta, completamente isolados do mundo e agindo tecnicamente. Ele faz um protesto porque um membro do Copom adiantou à "Folha" a sua opinião, que deveria aumentar os juros, o que é uma estupidez. O Serra diz que não foi para isso que ele e o FHC criaram o Copom, porque o comitê não pode discutir nada por antecipação. O comitê se reúne diante das explicações colocadas pelo Banco Central, ele toma uma posição que é imediatamente anunciada pela Secom (Secretaria de Comunicação do governo), ou seja, ele estabelece o predomínio celestial dos técnicos em finanças sobre os interesses da democracia e da população. É a política que vige hoje no mundo hoje, de reação ao estado social, do trabalho e dos executivos e da prevalência da suposta capacidade técnica dos gestores do mercado. É a submissão do país aos interesses do capital financeiro.

Existe alguma projeção, algum numero que dá uma dimensão do prejuízo que viria com o projeto do Serra sobre o pré-sal?

Perda total. Perderíamos o controle do preço, o controle da vazão, que influencia no preço, e eles teriam o controle dos custos, comprando insumos fora do Brasil, faturando como quisessem, como faz toda multinacional.

O projeto educacional com verbas do pré-sal estaria acabado?

Dança! Porque aumentam os custos, eles vão aumentar o custo de produção, vai diminuir isso tudo, será reduzir a uma expressão muito simples, ditada pelo interesse do capital investidor.

Por que o governo Dilma, que é um governo popular, estaria cedendo à pressão?

Cedeu porque cedeu, cedeu à pressão do capital e dos bancos.

O resultado das eleições no ano passado, que mostrou o país divido, não contribui?

O que diferencia a política da Dilma da política do Aécio é que ela ainda mantém a política social.

Qual seria o caminho para recuperar a Petrobras?

O primeiro caminho é demitir essa direção e colocar uma direção que tenha uma visão nacional, e não uma visão imediatista do mercado financeiro, a mesma que quebrou os Estado Unidos em 2008. Essa visão é a que esquece o planejamento de médio e longo prazos, o investimento na inovação e tecnologia, e se dedica apenas a obter o lucro dos acionistas no momento.

Como se viabiliza a Petrobras hoje? A ideia que desenvolvemos no Senado, com alguns companheiros, é a emissão de letras do Tesouro, que seriam repassadas ao BNDES e a Petrobras tomaria esse volume de recursos através de debêntures, e imediatamente ela punha para funcionar o seu planejamento anterior, eliminando os ladrões, os desvios, o superfaturamento, com uma direção limpa e nacionalista.

Mas para isso a Petrobras precisa de uma capacidade de endividamento…

A Petrobras tem a maior capacidade de endividamento do planeta, ela não pode ser analisada pelo seu valor de mercado hoje, não tem nada a ver com seu valor patrimonial. O valor patrimonial da Petrobras é um valor estratégico para o Brasil, é o valor do nosso futuro e das nossas reservas de petróleo no território nacional. Não tem limite isso, não é quantificável. O endividamento da Petrobras hoje é muito menos devido ao roubo diante dos investimentos que foram feitos e do retorno desses investimentos.

O Sr. acredita que há um ataque orquestrado à Petrobras?

Sim, por parte do Levy, por parte das medidas tomadas pelo nosso governo e por parte do Serra e de alguns parlamentares. É evidente que estão tentando acabar com a Petrobras, ou você acha que o Serra, de uma hora para outra, tentaria facilitar o governo da Dilma, viabilizando que ela venda alguns poços de Libra e do pré-sal para fechar seu superávit primário?! Isso é totalmente descartado por qualquer raciocínio moderadamente inteligente.

E como o Sr. vê a atuação da Operação Lava Jato nesse contexto?

Eu vejo, do ponto de vista do garantismo jurídico do qual eu sou um adepto, grandes furos. Mas do ponto de vista nacional, muito bom. Estão expondo o que não seria exposto. É claro que existem verdadeiras esdruxularias, por exemplo, hoje descobri que o procurador da República Deltan Dallagnol vai a uma igreja e diz (não com todas as letras, mas se pode inferir) que a Lava Jato é a maior operação policial. É um culto, é uma obra de Deus. É uma estupidez isso. Ele é uma espécie de novo jihadista, um cruzadista, está sendo dirigido pelo Senhor. É uma bobagem monumental. Por outro lado, tem outras bobagens, você descobre que a vaca citada não é o Vaccari, é uma vaca (um animal) premiada. Mas uma vaca premiada adquirida por R$ 2,2 milhões seguramente é uma lavagem de dinheiro, muito comum nos leilões de gado, onde as empresas e os bancos compram por preços altíssimos, pagam com o dinheiro comunitário, o dinheiro empresarial, e recebem de volta na pessoa física, como caixa dois. É evidente isso e conhecido no Brasil inteiro.

A lavagem de dinheiro em países em desenvolvimento como o Brasil não está minando a democracia?

Veja os leilões de obras de arte. De repente, o banco compra um quadro por R$ 15 milhões. Na verdade, ele paga R$ 500 mil para o dono e fica com R$ 14,5 milhões. Mas o banco saiu, os acionistas perderam e alguém da direção que decidiu a compra ficou no caixa dois. Agora, se um daqueles nomes traduzidos por letra era uma vaca, seguramente o JS era o bezerro. Não é José Serra, é o filho da vaca (risos).

Por conta desse contexto da Operação Lava Jato, e dos incansáveis vazamentos seletivos, o Sr. acredita que é preciso discutir a regulação da mídia?

A minha proposta é a legalização do direito de resposta. Isso é muito mais importante do que qualquer espécie de suposto controle da mídia. Se o Jornal Nacional chamar o José das Couves de ladrão, estelionatário, desonesto, improbo e tiver de desmentir no dia seguinte, no mesmo espaço, ele perde a credibilidade e importância. O direito ao contraditório é fundamental e ele não existe na mídia brasileira.

Mas com essa finalidade teve um projeto que o sr. aprovou recentemente?

Aprovei por unanimidade no Senado e está engavetado por Eduardo Cunha (presidente da Câmara, do PMDB-RJ) na Câmara. Nem em regime de urgência é votado. Provavelmente, o Cunha está esperando um parecer do círculo religioso para saber se pode ou não pode pôr em votação. Um culto estranho…

Como vê a questão da tarja preta?

Tarja preta foi uma estupidez, uma burrice monumental de um agente ou de um delegado. Provavelmente aecista mesmo, ou foi para colocar o Serra em evidência, o que seria imaginar muita inteligência por parte dele, porque não tem justificativa. Lá estavam também detentores de foro privilegiado, como Alckmin (Geraldo Alckmin, governador de São Paulo), e outros que apareceram na integralidade dos seus nomes.

Ele põe tarja preta no JS, que hoje já se sabe que é o bezerro da vaca, e não coloca tarja preta nos outros, e não coloca tarja preta no escritório da secretária do bezerro e nem nos números de telefone.

Como o Sr. está vendo a gestão do Beto Richa/PSDB, a questão inclui principalmente…

Você está falando no que não existe, não é?! Não existe gestão no Paraná.

Principalmente na questão dos professores…

Não, na questão da administração dos recursos públicos. Pelo que a gente vê hoje, tem uma quadrilha comandando o estado do Paraná.

Voltando à Lava Jato…

Você veja, 13 ou 14 anos atrás houve a primeira delação premiada do Youssef (Alberto Youssef, doleiro). Se quiser, procure “delação premiada”, entra ali na pesquisa. Você vai ver que ele denunciou o governo do PSDB e do DEM inteirinho. Mas, como os fatos eram estaduais, não foi ele que levou à frente. Até hoje, as pessoas não foram nem sequer citadas, passados 14 anos. Jaime Lerner, o presidente do Tribunal de Contas, aquele pessoal todinho, com pacotes e pacotes de dinheiro, e nada aconteceu em relação a isso. Então, isso deu essa complacência, teve continuidade no governo… Deu continuidade na administração do Beto Richa.

Agora, no histórico jurídico, digamos assim, da delação premiada, a lei mais recente é da presidenta Dilma…

Veja bem, a delação premiada é corriqueira, ela tem de ser confirmada por fatos processuais.

Mas o Sr. vê nesse aparato jurídico que garante a delação premiada, inclusive nessa lei mais recente, algum problema, algum buraco que deixou espaço para os vazamentos seletivos?

Existem críticas à condução policial do Ministério Público e do próprio juiz nas ações. Mas essa crítica garantista não pode se transformar na garantia da impunidade desse bando de ladrões.

Esses vazamentos seletivos tão falados deveriam estar previstos na lei?

Não, o Serra não acredita nisso, ele acha que no Banco Central nunca houve. Só não haveria vazamento seletivo se a Polícia Federal e o Ministério Público fossem compostos por querubins e vertais. Claro que o vazamento seletivo acaba sendo uma derivação da natureza humana das pessoas múltiplas que conduzem um processo desses. Veja, estão protestando hoje contra o vazamento do depoimento do Júlio Camargo em relação ao Eduardo Cunha. Não existe vazamento. Porque o Eduardo Cunha não era réu. Ele era testemunha em uma ação, e seu depoimento foi público. Ele já tinha sido ouvido pelo Supremo (Tribunal Federal) e dito a mesma coisa. Nesse caso não era nem delação premiada, ele era testemunha dos processos. Então, a rigor, o Supremo Tribunal Federal deve considerar absolutamente correto o depoimento.

Qual a perspectiva que o Sr. tem para este segundo semestre nos trabalhos do Senado?

O Senado está trabalhando sob comando. Tem relatores únicos. O relator exclusivo do Senado agora é o Romero Jucá (PMDB-RR). A gente, eu, por exemplo, me considero completamente marginalizado das decisões do Senado. Eles indicam o Vital (do Rêgo, PMDB-PB) ministro do Tribunal de Contas e você só sabe disso no dia da votação. Então, os senadores como eu não participam de nada no Senado.

Agora, vai ser uma chapa quente no Congresso inteiro. Temos um projeto que estabelece que as relatorias sejam distribuídas conforme o Judiciário distribui processos. Por um computador que funciona com algorítimo. Eu apresentei esse projeto com 60 assinaturas ou mais dos 81 senadores. Está engavetado.

O que se pode esperar do Senado na questão da redução da maioridade penal?

Eu espero que ele rejeite isso. Você não pode admitir mais a impunidade de um menino de 17 anos e 9 meses que matou quatro pessoas. Mas você não pode admitir esses tipos de condenações. Crimes de tipo aberto, o que existe na França. Na França, quem decide a periculosidade do crime é o juiz e o promotor. Então, se eles brigaram com a mulher de manhã cedo, ou estão irritados por alguma coisa, eles pegam teu filho que roubou uma maçã no bar da esquina, e condenam.

Aqui inventaram, para atenuar, essa do crime hediondo, que é uma estupidez, ninguém sabe exatamente o que é isso. Eu acho que tem de haver uma solução. Tentaram essa solução do José Serra, que não tem muita ligação com a realidade, que é aumentar o período de segregação nessas escolas disciplinares, esses reformatórios.

Então, está muito mal conduzido isso. Pode ser que tenham de estabelecer alguns tipos que levariam à condenação do menor. A reincidência e o tipo de crime. Mas isso muito bem definido por lei, para não ficar ao visto de juízes e promotores.

A redução pura e simples é um retrocesso bobo. Você vê, Nova York discute hoje a volta da responsabilidade criminal para 18 anos.

Em relação à reforma política, seria importante mudar o financiamento de campanha?

Olha, reforma política é proibir coligação e proibir doação de pessoa jurídica. O resto é tapeação. O dinheiro de empresas manda no Congresso. Nós não temos mais partidos, praticamente, temos bancadas financiadas.

E chegamos a isso também por conta da jurisprudência sobre as eleições, que também veio evoluindo nesse sentido?

Não. É evidente que os tribunais estão legislando. Mas o fundamental é o financiamento privado. Se forma a bancada, aí entra na questão do liberalismo mesmo. O povo não tem mais influência. É precarização do trabalho, precarização do Congresso por meio do financiamento de pessoa jurídica e precarização do Executivo através do domínio absoluto da economia pelo Banco Central.

Isso é cada vez mais comum no mundo hoje. Se você quer uma crítica, tem um livro de um alemão, que chama-se "Wolfgang Streeck". Como não leio alemão, li em uma edição em português do livro. Muito interessante, chama-se "Tempo Comprado".

O que esperar do futuro?

Só tenho um desejo. Que essa crise seja curta. Para o Brasil voltar a ser reconstruído do ponto de vista nacional, democrático e popular. Agora, o risco é que a crise leve a uma solução, por exemplo, como a eleição do Berlusconi na Itália."

FONTE da complementação: entrevista com o Senador Requião publicada na "Rede Brasil Atual". Transcrita no portal "Conversa Afiada"  (http://www.conversaafiada.com.br/economia/2015/07/30/requiao-querem-fazer-na-petrobras-o-que-fizeram-na-sabesp/).

EVASÃO FISCAL DO CASO "SWISSLEAKS" PODE SER REPATRIADA. BASTA QUERER



O franco-italiano Hervé Falciani, ex-empregado do banco HSBC

HSBC: evasão fiscal do SwissLeaks pode ser recuperada

"Segundo Hervé Falciani, a repatriação das somas devidas ao fisco só depende de vontade política. Ele está pronto a colaborar com o governo brasileiro.

Por Leneide Duarte-Plon, de Paris

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, declarou como prioridade de seu governo o combate à fraude fiscal. Para lutar contra essa hemorragia de recursos públicos, a Justiça grega trabalha arduamente no sentido de repatriar em condições vantajosas várias dezenas de bilhões de euros que se encontram na Suíça e em outros paraísos fiscais.

O governo brasileiro tem todo interesse em fazer o mesmo e determinar através da Justiça o repatriamento do que foi sonegado ao fisco e se encontra no HSBC de Genebra. Revelada por um ex-empregado do banco, o franco-italiano Hervé Falciani, 42 anos, o SwissLeaks , "a fraude fiscal do século”, trouxe à tona uma realidade escondida mas conhecida de todos: a Suíça é o maior paraíso fiscal do planeta.

Em entrevista exclusiva que deu por 'skype' e que assino na revista 'Carta Capital' desta semana, ele se disse pronto a colaborar com as autoridades brasileiras. Para haver o retorno do imposto fraudado aos cofres públicos, é preciso que cada país faça sua própria investigação. E para isso, há que haver vontade política.

Falciani forneceu em 2009 às autoridades francesas uma lista de 106 mil contas secretas no HSBC de Genebra pertencentes a cidadãos de diversos países. Conhecendo a fundo o funcionamento do sistema, ele trabalhou com a justiça francesa por vários anos em segredo até que o jornal "Le Monde" foi autorizado a ter acesso à lista e divulgou o "SwissLeaks" em fevereiro deste ano.

O jornal decidiu compartilhar o monumental volume de informação com o ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos) que reúne jornalistas de diversos países. O jornalista brasileiro que teve acesso à lista de mais de 8 mil brasileiros divulgou alguns deles, mas em vez de se interessar pelo problema de fundo, a imprensa brasileira se perdeu em pequenos detalhes. [OBS deste blog 'democracia&política': em linguagem mais clara: o jornalista brasileiro do ICIJ é Fernando Rodrigues, do grupo tucano "Folha". Provavelmente, como a lista envolve vários figurões da oposição, da mídia e do empresariado, após demorada "filtragem" com apoio do "Globo", o jornalista liberou somente alguns nomes, blindando os demais 8600 brasileiros com contas secretas naquele banco].

Segundo Falciani, para evitar os casos particulares e as manipulações, é preciso ter coragem política e dizer : "Vamos enfrentar a raiz do problema", sem a preocupação de uma pessoa [partido] ou um grupo, sem se preocupar com o consórcio.

E a raiz do problema é o sistema financeiro.

Se houver mais transparência, o Brasil terá mais investimento, mais benefícios para os brasileiros. Não é um problema de pessoas, elas são substituíveis. É um problema de mecanismos", diz o engenheiro informático, que se tornou próximo do "Podemos", na Espanha, e do "Syriza", na Grécia.

O segredo bancário favorece todo tipo de fraude, pensa Falciani. Ele se colocou à disposição do governo brasileiro para ajudar a decifrar as 8.667 contas de brasileiros protegidas pelo segredo bancário do maior sistema informático privado do mundo, que ajudou a montar. Algumas contas são em nome de pessoas físicas, outras escondem seus donos por trás de sociedades offshore.

Falciani frisa que a fraude fiscal só pode ser desvendada e parte dos impostos repatriada ao Brasil se houver vontade política da presidente Dilma Rousseff [que, antes, deverá convencer o Congresso, oposicionista] ou por decisão de justiça.

A Suíça, como os outros paraísos fiscais, guarda nas contas secretas o dinheiro ganho [ilegal ou] legalmente por empresários e até mesmo por banqueiros que não querem pagar parte de suas fortunas em impostos [sonegadores], caso de Emílio Botin, dono do Santander, que detinha uma conta secreta no HSBC. Mas além do dinheiro legal que foge ao fisco, as contas secretas abrigam comissões de vendas de armas, comissões recebidas por tráfico de influência política, além do dinheiro de mafiosos e traficantes de todo tipo.

Pedra de Roseta

Falciani é o que os franceses chamam de "lanceur d’alerte" ("whistle blowers", em inglês). Sua causa é o direito dos cidadãos à informação sobre o que se passa no mundo opaco das finanças. O "New York Times" comparou-o a Edward Snowden, o jovem funcionário da NSA (National Security Agence) que revelou ao mundo, em 2013, o escândalo da espionagem e das escutas ilegais de chefes de Estado, inclusive de Dilma Rousseff e de Angela Merkel, feitas pelos americanos.

Mas a apropriação de dados secretos do HSBC por Hervé Falciani não foi um ato isolado de um herói solitário. Em seu livro "Séisme sur la planète finance-Au coeur du scandale HSBC", lançado recentemente em Paris, ele conta que a divulgação da lista com 106 mil contas foi um trabalho preparado por uma rede de pessoas que sempre o ajudaram. Essa rede decidiu revelar ao mundo a total impunidade que o segredo bancário favorece, privando todos os países de impostos fundamentais no desenvolvimento e no funcionamento dos serviços públicos.

Especialista em informática, Falciani decifrou para as autoridades francesas o que chama de "Pedra de Roseta", o intricado sistema de códigos espalhado por filiais em diversos países do mundo que permitem a total opacidade do banco.

"Nas informações disponíveis, pode-se encontrar todo o contexto de uma conta. Pode-se descobrir quem são os laranjas, quem são os intermediários, os gerentes das contas", informa.

Cumplicidade na fraude

O banco HSBC já foi processado em diversos países como a França, a Argentina, a Itália e os Estados Unidos, que o responsabilizaram pela organização da monumental evasão fiscal de seus cidadãos. A justiça belga processou o banco por fraude fiscal organizada, lavagem de dinheiro, associação de malfeitores e intermediação financeira ilegal. A todos esses países, o banco pagou multas milionárias como os 50 milhões de euros que teve de pagar à França por "lavagem financeira de somas provenientes de fraude fiscal".

Além disso, a justiça e a administração francesas, que começaram a trabalhar com a lista Falciani desde 2009, já conseguiram repatriar 400 milhões de euros das contas de cidadãos franceses. Em novembro de 2014, o governo argentino denunciou na Justiça o HSBC por ter ajudado mais de 4 mil cidadãos argentinos a fraudar o imposto.

Segundo Falciani, argentinos e brasileiros podem trabalhar em conjunto para recuperar o dinheiro devido ao fisco. Ele já colabora com os espanhois e também com os argentinos, além dos gregos.

"O responsável brasileiro da receita pode pedir a colaboração de seu colega argentino, Ricardo Echegaray, que investiga o caso. Eles podem começar um trabalho conjunto. Esse trabalho pode durar vários anos e levará a mudanças benéficas. Só precisa haver vontade política".

As contas de brasileiros no HSBC devem ocultar mais de R$ 7 bilhões, segundo estimativa preliminar.

Em seu livro, Falciani assinala que o governo francês nunca aceitou comunicar todas as informações de que dispõe. Negou os dados à Itália, aos Estados Unidos e aos outros países que lhe solicitaram. A única exceção foi feita à Suíça, que se beneficiou da total cooperação."

FONTE: escrito por Leneide Duarte-Plon, de Paris, para a revista 'Carta Capital'. Transcrito no portal 'Carta Maior'  (http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/HSBC-evasao-fiscal-do-SwissLeaks-pode-ser-recuperada/7/34103). [Trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].

BANCO BSI DA SUIÇA PROCESSARÁ A "VEJA" POR INFORMAÇÕES FALSAS DE CONTAS DE ROMÁRIO



Romário desmoraliza repórteres da 'Veja'

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

"O senador e eternamente marrento Romário tocou de lado para que seus eleitores chutassem.

Quarta-feira, publicou no Facebook a pergunta “inocente”:

"Alguém aí tem notícias dos repórteres da revista 'Veja' Thiago Prado e Leslie Leitão, que assinaram a matéria afirmando que tenho R$ 7,5 milhões não declarados na Suíça? E do diretor de redação Eurípedes Alcântara? Dos redatores-chefes Lauro Jardim, Fábio Altman, Policarpo Junior e Thaís Oyama?

Gostaria que eles explicassem como conseguiram esse documento falso".


E tascou os links para as páginas de Facebook dos indigitados, sem sugerir nada, porque era desnecessário.

Foi uma avalanche de críticas e ironias nas páginas cujos endereços eletrônicos foram fornecidos pelo “baixinho”.

As de Thiago Prado e Leslie Leitão saíram do ar. A página de Lauro Jardim, que ainda funcionava hoje de manhã, tinha centenas de comentários que o ridicularizavam.

Certo que alguns exageradamente agressivos, mas a maioria indignados e irônicos:

"E sobre o Romário Faria não vai falar nada ou vai desativar o Facebook também?"

"Amigo, explica como arranjaram o documento falso do Romário por gentileza? Abraço!"

"Quem foi o estelionatário que falsificou o documento da sua matéria contra o Romário ? Algum parceiro seu? Peixe!"

"É sobre o documento do Romário Faria? Sendo falso pode citar a fonte, ou será que é falsa a noticia?"

E um dos mais engraçados:

"Tem um vizinho meu aqui que tá me incomodando muito, já tivemos até algumas rusgas. Gostaria de saber quanto a Veja cobra para publicar uma matéria dizendo que ele tá enriquecendo urânio na casa dele?"

A revista mantém o mais sepulcral silêncio desde que Romário contestou a informação publicada.

Nada, nem uma palavra ou explicação.

Se a revista confia no trabalho dos seus repórteres e na autenticidade do que publica, é obvio que teria respondido.

Eles próprios deveriam exigi-lo. A redação inteira, aliás.

Se não descambar para a agressão, o método “cobrança direta” estimulado por Romário talvez seja uma boa lição.

Somos responsáveis pelo que escrevemos e, se erramos, temos de reconhecer que erramos e porque o fizemos.

Disse ontem aqui que não há “sigilo de fonte” quando se trata de uma falsificação para atingir a honra alheia.

E mais: se temos o direito e o dever de em nome da apuração jornalística publicar o que temos segurança de que é verdadeiro, também temos o dever de suportar as consequências disso.

Romário tem o direito de reagir e um argumento irrespondível para os que vierem com “punhos de renda” politicamente corretos contra sua iniciativa de publicar os endereços onde seus detratores tem de ler o que se leu acima.

Afinal, eles têm um império de comunicação para responder e, 24 horas depois de apontada a farsa, não o fizeram."

FONTE: escrito por Fernando Brito, no seu blog Tijolaço. Postado no "Blog do Miro"   (http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/07/romario-desmoraliza-reporteres-da-veja.html#more).

COMPLEMENTAÇÃO

Os extratos falsos da mafiosa ‘Veja’

Por Altamiro Borges

"Se o ex-craque Romário, presidente da CPI do Futebol, não cair na retranca, a 'Veja' pode sofrer uma baita goleada nos próximos dias. Em mais uma de suas matérias criminosas, ainda não se sabe porque motivos espúrios, ela acusou o senador do PSB de manter conta irregular no valor de R$ 7,5 milhões no banco BSI da Suíça. Nesta semana, porém, a instituição financeira comprovou que os extratos publicados na revista do esgoto são falsos. Romário já havia anunciado que processará os jornalistas e a 'Editora Abril'. 

Agora, é o próprio banco que informa que tomará providências jurídicas.

Em entrevista ao "Estadão", Romário relatou que se reuniu, na quinta-feira (30), com a diretoria do BSI em Genebra e que ficou decidido abrir dois processos criminais contra o panfleto sensacionalista. Para ele, a publicação dos extratos falsos teve como objetivo intimidar a CPI do Futebol, que iniciará seus trabalhos em 4 de agosto. "Eles tentaram mais uma vez me destruir, denegrir a minha imagem... Eu vim aqui e confirmei o que já imaginava. Eu não tenho relação com o banco e tinha certeza de que esse dinheiro era impossível de ser meu. Ninguém esquece R$ 7,5 milhões, principalmente na crise", afirmou ao jornal. Ao final, o ex-craque reafirmou que vai partir para o ataque:

"Eu estava de férias, sentado, e a bola veio e quicou. Não tinha jeito. Está no sangue. Tenho que fazer o gol". Em seu perfil no Facebook, o jogador ainda ironizou: “Chateado. Acabei de descobrir aqui em Genebra, na Suíça, que não sou dono dos R$ 7,5 milhões". 

Até agora, a direção da "Editora Abril", os jornalistas que assinaram a reportagem (Thiago Prado e Leslie Leitão), o diretor de redação Eurípedes Alcântara e os redatores-chefes Lauro Jardim, Fábio Altman, Policarpo Junior e Thaís Oyama não se pronunciaram sobre os "extratos falsos". Nas redes sociais, os internautas cobram respostas da "Veja", sempre tão ágil nas suas matérias caluniosas e difamatórias. Numa das mensagens mais risíveis, uma ironia que evidencia o desgaste da revista do esgoto:

Tem um vizinho meu aqui que tá me incomodando muito, já tivemos até algumas rusgas. Gostaria de saber quanto a Veja cobra para publicar uma matéria dizendo que ele tá enriquecendo urânio na casa dele?"

FONTE: escrito por Altamiro Borges em seu blog  (http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/07/os-extratos-falsos-da-mafiosa-veja.html).

OBSERVAÇÃO: a página seguinte contém postagens também efetuadas hoje.