segunda-feira, 2 de março de 2015

A MENTIRA DE FHC AO DIZER QUE "O PLANO REAL É DELE"...




Do portal "Conversa Afiada" 


Real do FHC é uma farsa do PiG

Até o “e” e o “a” são mentira !

"Os tucanos de São Paulo estão irrequietos.

O "impítiman é meuzovo" arde-lhes nas mãos e em outras regiões da anatomia.

Pioneiro da campanha do 'impítiman', o Farol de Alexandria diz ao comatoso "Estadão" (leia 'em tempo') que participará das manifestações contra a Dilma, desde que não sejam do gênero “fora Dilma”.

Ele lança o "impítiman", e depois recua, "por enquanto".

O advogado dele pede ao professor Gandra o parecer do "impítiman", mas depois o próprio Gandra recua, “por enquanto”.

É sempre uma questão de vírgulas, na carreira desse Príncipe marxista-neolibelês.

NÃO QUERO PRIVATIZAR A PETROBRAS.

NÃO, QUERO PRIVATIZAR A PETROBRAS.

Lembram dessa fraude ?

Ele trafegou entre as duas declarações, até que se tornasse solarmente claro que ele só não vendeu a Petrobrax porque não teve tempo, além de cometer outros “três pecados entreguistas” de natureza também traiçoeira.

O Plano Real é do Presidente Itamar.

E dos Ministros da Fazenda Rubens Ricupero, que aparece na foto (ver no início desta postagem) com o Itamar, no lançamento da nota do Real, e Ciro Gomes, aquele que conhece a alma tucana como ninguém.

Naquela altura, o Príncipe da Privataria estava em campanha presidencial em Washington, ajoelhado no FMI, onde prometeu vender a Petrobras (depois de mudança constitucional) e outros penduricalhos, numa “privatização radical”.

Ele era EX-ministro da Fazenda e o PLANO não existia.

O diretor-gerente do fundo, o francês Michel Camdessus, avalizou a folha de papel em branco que "o Príncipe" lhe apresentou.

Porque confiava em que, se eleito, o "Príncipe" iria vender as joias da Coroa – e endividar a Coroa, como fez.

Depois de eleito, seu ministro da Fazenda enviou ao FMI o documento em que ia vender o Brasil, a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa e o BNDES a preço de Vale, ou seja, de banana.´




O Presidente Itamar se arrependeu a vida inteira de ter dado ao Príncipe o privilégio ilegal de assinar a nota do Real, ainda que não fosse mais Ministro da Fazenda.

Mas, aquilo já fazia parte do marketing eleitoral e, depois, a "Globo" e o então diretor de Jornalismo, Alberico de Souza Cruz, de saudosa memória, se incumbiram de elegê-lo.

(Leia em tempo2)

Tudo o que a Lillian Hellman escreve é mentira: inclusive o ‘e’ e o ‘a’ “- Mary McCarthy.

Em tempo: chegou ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo a informação de que passaralho de grosso porte varreu a redação do "Estadão".

Em tempo2: segundo o indispensável “Príncipe da Privataria”, de Palmério Dória, foi esse diretor de jornalismo da Globo quem nomeou correspondente em Barcelona a mãe do filho que não é filho do "Príncipe da Privataria".

Viva o Brasil !"


FONTE: escrito pelo jornalista Paulo Henrique Amorim em seu portal "Conversa Afiada"   (http://www.conversaafiada.com.br/politica/2015/02/28/real-do-fhc-e-uma-farsa-do-pig/).

COMPLEMENTAÇÃO

Itamar: se o FHC quiser, diz que o Real é dele

Trata-se de um caso típico de usurpação pelo PiG


Rum, rum Bacardi ! Gostou ? Diz que é tua !

"Um personagem do Chico Anysio, o “Quem Quem”, o garçom fanho, imortalizou a frase “morro teso, mas não perco a pose”.

"Quem quem" fazia drinks com o Rum Bacardi: foi um dos primeiros 'merchands' da televisão brasileira.

Ele gostava de contar piadas.

Quando o cliente gostava e ria, o "Quem Quem" dizia:

- Gostou ? Leva pra você e diz que é tua !

Foi o que o Itamar fez com o Príncipe da Privataria, que, com a ajuda do PiG, gostou, levou pra ele e diz que é dele !

Aqui, por sugestão de Roberto Pollo no Twitter, dois vídeos que mostram, primeiro, a indignação do Itamar Franco com a usurpação e, depois, uma reação digna do "Quem Quem":





Em tempo: na mesma entrevista em que mostra que os ricos odeiam o PT, Bresser Pereira deixa muito claro: o Real é do Itamar !

Clique aqui para ler “FHC insiste com o impítiman”.

FONTE da complementação: postado por Paulo Henrique Amorim em seu portal "Conversa Afiada"  (http://www.conversaafiada.com.br/tv-afiada/2015/03/01/itamar-se-o-fhc-quiser-diz-que-o-real-e-dele/).

NA ARGENTINA, OS EUA TRABALHAM PARA DERRUBAR CRISTINA KIRCHNER



Cristina Fernandez de Kirchner

Os EUA trabalham para derrubar Cristina Kirchner na Argentina

Redobram os esforços de Washington contra as reformas na América Latina

Por Paul Craig Roberts (ex-Assistente do Secretário do Tesouro no governo Reagan) e Mahdi Darius Nazemroaya. Publicado no Institute for Political Economy (IPE), com o título "Washington Works To Overthrow Argentine Government". Tradução: mberublue

Paul Craig Roberts – Foi publicada pela "Strategic Culture Foundation" uma reportagem de Mahdi Darius Nazemroaya sobre o esforço em curso levado a efeito por Washington e pela inteligência argentina para derrubar a presidente reformista da Argentina.

Nenhum governo reformista será tolerado por Washington na América Central e do Sul. Por exemplo: a interferência de Washington em Honduras até conseguir derrubar o governo reformista foi legendária. Um dos primeiros atos de governo de Obama foi a derrubada do presidente de Honduras, Manuel Zelaya. Aliado do presidente reformista da Venezuela, Hugo Chávez, Zelaya, como Chávez, foi retratado como sendo um ditador e uma ameaça.

Neste momento, [além do Brasil], Venezuela, Bolívia, Equador e Argentina estão na lista de governos a serem depostos por Washington.

Por décadas, Washington teve o que eufemisticamente chamava de “relações próximas” com o exército hondurenho. Já na Venezuela, Bolívia e Equador, a aliança se dá com as elites hispânicas, que tradicionalmente prosperam permitindo que os interesses financeiros dos Estados Unidos saqueiem seus países. Na Argentina, Washington aliou-se ao serviço de inteligência argentina, que, neste mesmo instante, está trabalhando com Washington e os oligarcas daquele país contra a presidente reformista Cristina Kirchner.


Smedley Butler

Washington luta contra as reformas até esmagá-las no intento de proteger a capacidade de saquear e de seus interesses comerciais. Sobre seu tempo de serviço na América Central, o general dos fuzileiros dos Estados Unidos, Smedley Butler, disse:

"Servi em todas as patentes, de Segundo Tenente a General. Durante todo esse período, gastei a maior parte do meu tempo fazendo as vezes de “Leão de Chácara” para as grandes empresas, para Wall Street e banqueiros. Resumindo, eu não passava de um chantagista do capitalismo".

Com a já longamente documentada história da interferência dos Estados Unidos nos acontecimentos internos de seus vizinhos do Sul, a charada é saber por que esses países facilitam a derrubada de seus governos acolhendo embaixadas dos EUA e permitindo que empresas norte-americanas operem em seu território?

Sempre que um processo político coloca no poder, em qualquer desses países, um líder que pensa em colocar o interesse de seu povo em confronto com os interesses dos Estados Unidos, esse líder ou é derrubado através de um golpe ou assassinado. Para os Estados Unidos, a América do Sul existe apenas para servir aos seus interesses, e cuidam, a cada instante, para que isso continue exatamente assim. Com a aliança eventualmente desenvolvida pelos EUA com a “elite”, [a mídia] e as Forças Armadas de determinado país, as reformas sofrem um processo de sabotagem contínua.

Países que se abrem para a entrada de embaixadas dos Estados Unidos, de seus interesses comerciais e de ONGs fundadas nos Estados Unidos não perdem por esperar: mais cedo ou mais tarde sua independência ou sua soberania será subvertida.

Uma real reforma na América Latina só acontecerá com a expulsão dos agentes do interesse norte americano e com a desapropriação dos oligarcas.

A politização da Investigação sobre a AMIA ("Asociación Mutual Israelita Argentina"): Pretexto para "Mudança de Regime" na Argentina?

Por Mahdi Darius Nazemroaya, no "Strategic Culture"m com o título "The Politicization of the AMIA Investigation: Pretext for Regime Change in Argentina?". Tradução: mberublue

Mahdi Darius Nazemroaya – A história tem um jeito estranho de se repetir. Hoje, a Argentina está passando por processo semelhante ao acontecido logo depois da queda de Boris Yeltsin, nos anos que se seguiram a 1999, quando Vladimir Putin assumiu o poder, tomando seu lugar no Kremlin como presidente da Federação Russa. Enquanto tenta se safar do jugo estrangeiro, o governo da Argentina em Buenos Aires tem consolidado seu poder econômico e político.

No entanto, o governo argentino tem sofrido a oposição ao mesmo tempo do velho regime e da oligarquia que colaboram, ambos, com os Estados Unidos. Tais forças fazem oposição cerrada contra os maiores projetos nacionais, como a renacionalização de grandes companhias e o fortalecimento do Poder Executivo. Dessa forma, o confronto entre a Presidente argentina, Cristina Fernandez de Kirchner, e seus oponentes são similares aos confrontos entre o Presidente russo, Vladimir Putin, com os oligarcas e políticos russos que querem subordinar a Rússia a Wall Street e Washington, assim como à Europa Ocidental, grandes centros financeiros.

Não se perde uma oportunidade de enfraquecer o governo argentino. A Presidente Fernández de Kirchner chegou mesmo a acusar publicamente seus oponentes domésticos e os Estados Unidos de trabalharem em conjunto para a mudança de regime.

Quando o DAESH ou “Estado Islâmico” ameaçou matá-la em 2014, ela aludiu ao fato de que a ameaça veio na realidade dos Estados Unidos, já que Washington é a entidade que procura fazê-la desaparecer, assim como é quem está por trás do Estado Islâmico e suas brigadas terroristas na Síria e no Iraque. 

A morte de Alberto Nisman

O último capítulo da luta do governo argentino começou em janeiro de 2015. No mesmo dia em que Israel matou o General da Guarda Revolucionária iraniana, General Mohammed Allahdadi, dentro da Síria, o antigo promotor especial Alberto Nisman foi morto por um tiro disparado no lado de sua cabeça no banheiro de seu apartamento fechado em 18/1/2015. 

Nisman tinha investigado o atentado à bomba em 1994 contra um edifício de propriedade da AMIA – "Asociación Mutual Israelita Argentina" por um período de dez anos. Em 2003, fora nomeado para a tarefa pelo Presidente Néstor Kirchner, o marido já falecido da atual presidente.

Alguns dias antes, ele tinha feito acusações contra a presidente da Argentina, Cristina Fernandez de Kirchner e seu Ministro do Exterior, Hector Timerman, ele mesmo um judeu. Nas palavras do "New York Times", Nisman havia “lançado graves acusações”, afirmando que:

(...) "funcionários iranianos teriam planejado e financiado o ataque; que o Hezbollah, aliado do Irã no Líbano, o havia executado; e que a presidente da Argentina, Cristina Fernandez de Kirchner, e seus principais assessores tinham conspirado para encobrir o envolvimento iraniano como parte de um acordo para o fornecimento de petróleo do Irã para a Argentina". 

Tendo fugido da Argentina após a morte de Nisman, o jornalista judeu Damian Pachter jogou lenha na fogueira desde Israel, tendo mesmo escrito um artigo para o "Haaretz" que não foi apoiado por ninguém, mas mesmo assim muito citado, no qual busca polemizar com o governo argentino. O artigo de Pachter faz a Argentina parecer um país que vive à sombra do nazismo alemão ou de algum regime fascista. Vejam alguns de seus comentários:

●−"Não tenho ideia de quando voltarei para a Argentina. Aliás, nem sei se quero voltar. O que eu sei é que o país no qual nasci não é mais o lugar feliz sobre o qual meus avós costumam contar histórias.
●−A Argentina transformou-se em um lugar escuro dominado por um sistema político corrupto. Ainda não entendi direito tudo o que me aconteceu nas últimas 48 horas. Mas nunca imaginei que meu retorno para Israel aconteceria desta forma".

Antes de seguirmos em frente, deve ser acrescentado que, nos dez anos de investigação de Alberto Nisman, ele nunca chegou a acusar o Irã ou o Hezbollah. Acrescente-se que foi revelado que Nisman consultou frequentemente os Estados Unidos sobre o caso AMIA e que foi frontalmente acusado por Ronald Noble, antigo presidente da "International Criminal Police Organization" (INTERPOL) de ser um mentiroso em relação a muitas das acusações que fez sobre o caso AMIA. 

A morte de Alberto Nisman foi noticiada como suicídio. No entanto, o momento em que a morte se deu é muito suspeito. Ele faleceu apenas algumas horas antes de depor no Congresso Argentino. O governo argentino disse que o que aconteceu na realidade foi um homicídio destinado a prejudicar o governo. Essa assertiva se tornou plausível tendo em vista que a morte de Alberto Nisman está sendo usada para fins políticos, como munição para a tentativa de remoção do governo argentino.

A quinta coluna na Argentina

O jornal "The Guardian" publicou um artigo em 27/1/2015 onde relata que a morte de Alberto Nisman aconteceu (...) "depois de uma luta acirrada entre o governo argentino e uma importante agência de inteligência, o que foi revelado depois da morte suspeita de Nisman, tendo a Presidente acusado espiões desonestos que tentam solapar o seu governo."

A partir da reportagem, alguns pontos importantes podem ser notados, entre os quais os que segue:

●− Funcionários do governo acusaram diretamente alguns espiões que eles dizem que trabalhavam junto com Nisman e ao qual forneciam gravações de escutas.

●− Entre eles, estava Antonio Stiuso, o qual até o mês passado era o diretor geral de operações para interceptação dos adversários políticos da presidente. Foi demitido quando a presidente Cristina descobriu que ele estava trabalhando em conluio com Nisman na construção de um caso contra ela. Acredita-se que esteja agora nos Estados Unidos.

●− Em um discurso em cadeia de televisão – que pronunciou a partir de uma cadeira de rodas depois de recente acidente – Fernandez criticou também Diego Lagomarsino, o qual foi acusado de ter fornecido ilegalmente uma arma para Nisman". 

FONTE: escrito por Paul Craig Roberts (ex-Assistente do Secretário do Tesouro no governo Reagan) e Mahdi Darius Nazemroaya. Publicado no "Institute for Political Economy" (IPE), com o título "Washington Works To Overthrow Argentine Government". Tradução: mberublue. Transcrito no "Patria Latina"  (http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=991c0955da231335e4864d3389698fd5&cod=15154).[Título e trecho entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].

FUTURO DO CAPITALISMO (por Marcio Pochmann)




Futuro do capitalismo

Por Marcio Pochmann, doutor em Ciência Econômica na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

"O sistema capitalista se mostrou, em geral, uma máquina fantástica de crescimento, geralmente associado ao impulso proporcionado por ondas de inovação tecnológica.

Originalmente, a primeira Revolução Industrial e Tecnológica surgida na segunda metade do século 18 permitiu que um país com menos de 20 milhões de habitantes, como a Inglaterra na época, se tornasse a oficina do mundo, desbancado regiões que eram até então o centro produtivo do planeta, como China e Índia, com quase 600 milhões de habitantes.

Basta dizer que. até 1820, a maior parte da produção do mundo resultava da somatória das atividades econômicas desenvolvidas na China e Índia. O deslocamento do velho centro produtivo da economia mundial para a Europa possibilitou à Inglaterra exercer, como nunca, a função hegemônica por cerca de cem anos.

Na sequência, a segunda Revolução Industrial e Tecnológica no último quartel do século 19 permitiu emergir novas potências quase prontas para superar a Inglaterra, como os Estados Unidos e a Alemanha.

Somente duas guerras de dimensão mundial na primeira metade do século 20 resolveram e evidenciaram, pela violência e barbárie, a supremacia dos Estados Unidos como o condutor do novo centro do mundo capitalista.

Dentro dessa mesma perspectiva analítica, ganhou importante expressão a identificação de que o capitalismo viveria uma terceira Revolução Industrial e Tecnológica desde os anos de 1960, sobretudo nas tecnologias de comunicação e informação.

É claro que se observam inegáveis avanços representados pelos novos materiais, como ligas metálicas, eletrônica, biotecnologia, engenharia genética, conquista espacial, entre outras áreas, porém insuficientes – até o momento – para acrescentar blocos de investimentos e produção nova e adicional à estrutura produtiva existente e conformada desde o final do século 19.

Tanto assim que os países que mais contribuíram para propulsionar a marcha das inovações tecnológicas recentes, como Japão e Estados Unidos, não expressam ritmo de elevação da produção superior às demais nações.

Pelo contrário, especialmente desde a crise de 2008, esses mesmos dois países, adicionados pelas economias da União Europeia, convivem com baixo dinamismo da produção e o emprego de sua força de trabalho.

Acontece que as mudanças tecnológicas e informacionais, que modificam rápida e decididamente a linha da produção e o quotidiano das condições de vida em sociedade, acrescem ou complementam-se aos complexos produtivos constituídos tanto pela primeira como pela segunda revolução Industrial e tecnológica.

Ao mesmo tempo, os esforços de investimentos, determinantes para o salto tecnológico, parecem ter baixo poder de arrasto para o conjunto das economias.

Diante disso, é que termina sobressaindo o questionamento acerca da capacidade de o capitalismo do início do século 21 produzir riqueza mais acentuada em função dos ganhos da inovação tecnológica.

O que se tem percebido, de maneira geral, tem sido o estancamento geral do padrão de vida nos países ricos durante os últimos trinta anos, quando não a regressão socioeconômica observada nos Estados Unidos e na União Europeia.

Ademais, cabe duvidar se o crescimento econômico poderá vir novamente dos países que constituem atualmente o centro do capitalismo mundial. Se a inovação tecnológica poderia estar pouco apoiando a sustentação de uma nova economia, o que se poderia dizer do acúmulo de velhos problemas, como os representados pela economia de alto carbono e seus efeitos ambientais, dos próprios custos da globalização neoliberal.

Atualmente eles se apresentam como verdadeiros obstáculos ao crescimento econômico e pelos quais as políticas neoliberais em predomínio no mundo praticamente não têm o que dizer.

Salvo a constatação de que a população não cabe na sua totalidade no modelo econômico projetado pelas políticas governamentais de corte neoliberal.

Mesmo que pouco se saiba a respeito do futuro do capitalismo, não se pode deixar de ressaltar que o seu êxito já esteja escrito. Pelo contrário, o que se nota, são sinais inegáveis de uma pane tecnológica envolvida aos velhos e novos problemas de produção e reprodução do capitalismo."

FONTE: escrito por Marcio Pochmann, no "Brasil Debate". Transcrito no "Jornal GGN" (http://jornalggn.com.br/blog/brasil-debate/futuro-do-capitalismo-por-marcio-pochmann).

ENTENDA SOBRE DRONE, VANT, RPA





Drone, Vant ou RPA? Entenda mais sobre essas aeronaves não tripuladas

Por Leyberson Pedrosa, d
a EBC Brasil

"Cada dia mais presente nos ares brasileiros, os drones se tornaram mais uma modalidade de recreação para pessoas interessadas em novas tecnologias. Esses objetos voadores não tripulados também começaram a ser usados para fazer imagens aéreas ou, até mesmo, para entregar pizzas - pelo menos, em alguns testes, inclusive no país.

Recentemente, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), órgão da Aeronáutica, divulgou notícia em seu site para explicar como o equipamento pode ser utilizado. A partir dessas normas, podem ser encontradas respostas para cinco questões que vão ajudar a entender mais sobre o aparelho que chegou a ser usado no desfile da Portela no Rio de Janeiro e até gerou problemas com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

1. Drone é o mesmo que Vant (veículo aéreo não tripulado)?

2. Preciso ter licença para comprar e pilotar um drone para fins recreativos?

3. Não vou usar drone para fins recreativos. Como peço autorização para meu Vant/RPA?

4. Posso usar um drone para entregar meus produtos ou para outro fim comercial?

5. Qual é a legislação atual no Brasil para o uso de drones?

RESPOSTAS:


1. Drone é o mesmo que Vant (veículo aéreo não tripulado)?

Drone é um apelido informal para todo e qualquer objeto voador não tripulado. Palavra de origem inglesa, drone significa "zangão" ou "zumbido". A palavra é uma associação ao som realizado pelo aparelho durante um voo rasante perto da orelha de alguém.

No Brasil, os drones são classificados e regulados conforme seu propósito de uso. Se for para lazer, esporte, hobby ou competição, equipamento é visto como um aeromodelo. Pode ser tanto um minihelicóptero, uma réplica de um jato ou até mesmo um helicóptero que possua quatro hélices, conhecidos internacionalmente como "quadcopters".

Agora, se o uso do drone for para outros fins (pesquisa, experimentos ou comércio), o aparelho passa a ser entendido como um veículo aéreo não tripulado (Vant). Contudo, além do fim não-recreativo, para ser um vant o equipamento precisa possuir uma carga útil embarcada não necessária para o equipamento voar. Exemplos dessa carga útil são as câmeras acopladas para tomadas aéreas de filmes ou quando alguém embarca uma correspondência para entrega, mesmo que seja uma pizza ou uma carta.

Os primeiros vants mais populares no Brasil foram pequenos aviões utilizados pela Força Aérea Brasileira (FAB) para proteção de fronteiras e utilizados pelo Ibama para mapeamento do desmatamento da Floresta Amazônica. Outros países como os Estados Unidos já usam vants para irrigação de lavouras e até mesmo para bombardear territórios inimigos.



Em terras brasileiras, somente é permitido o uso de Vants com piloto remoto. Isso quer dizer que equipamentos autônomos sem intervenção externa durante o voo são terminantemente proibidos pela defesa aérea brasileira. Logo, todo vant que possui um piloto remoto é automaticamente chamado de "Remotely-Piloted Aircraft" (RPA), em português, aeronave remotamente pilotada.



2. Preciso ter licença para comprar e pilotar um drone para fins recreativos?



O Brasil possui regras gerais para a operação de aeronaves não tripuladas. Os drones mais simples começaram a se popularizar nos últimos anos e qualquer pessoa pode encontrar o objeto para venda em diferentes sites internacionais ou em grandes lojas de eletrônicos. Da mesma forma de outra aeronave de aeromodelismo, não há impedimento para a compra, limitação de potência e tamanho do drone.

Na verdade, o país regulamenta o propósito de uso do equipamento. Assim, se você pretende utilizar um drone para fins recreativos, "hobby", lazer ou competição, poderá comprar o brinquedo e utilizá-lo como um aeromodelo, respeitando uma portaria da Aeronáutica que estabelece regras para o aeromodelismo no Brasil tais como:

--aeromodelos não podem ficar em áreas densamente povoadas. Em outras palavras, longe de multidões;

--somente pode existir público se houver segurança no voo. Se você for piloto de primeira viagem, nada de convidar plateia por uma questões de segurança;

--não pilotar em áreas próximas a aeródromos sem autorização; e

--não atingir altura superior a 400 pés (121,92 metros) da superfície terrestre.

3. Não vou usar drone para fins recreativos. Como peço autorização para meu Vant/RPA?

Os tópicos anteriores explicam que drones usados para outros fins, que não sejam recreativos, são denominados vants e, uma vez que são controlados remotamente durante o voo, passam a ser denominados RPAs.

Então, se você for fazer a filmagem do seu casamento, quiser entregar algum produto pelos ares ou exibir uma faixa de protesto durante uma manifestação, é preciso fazer uma solicitação formal de uso específico para a ANAC. Os RPAs são regulados por uma "Circular de Informações Aeronáuticas" (AIC) que determina que o interessado encaminhe uma solicitação de autorização de voo 15 dias antes com uma série de informações (características da aeronave, trajeto do voo, capacidade de comunicação etc).

Normalmente, os vants são utilizados para fins experimentais de pesquisa. Existem universidades, por exemplo, que utilizam o equipamento para fazer algum tipo mapeamento de terreno, pesquisa das condições atmosféricas, entre outros. Nesses casos, existe uma autorização própria chamada de "Certificado de Autorização de Voo Experimental" (CAVE).

Além da autorização de uso do equipamento junto à ANAC, os pilotos precisam pedir liberação de voo aos órgãos regionais do DECEA (Cindacta I, Cindacta II, Cindacta III, Cindacta IV, SRPV-SP) , assim como é feito no caso de aeronaves tripuladas.

4. Posso usar um drone para entregar meus produtos ou para outro fim comercial?

Não há uma regulamentação específica sobre o uso comercial de drones. O tema será regulado pela ANAC após audiência pública e análises técnicas. Mesmo assim, já é possível encontrar exemplos de usos comerciais no Brasil como a gravação de minisséries ou de reportagens especiais. Contudo, o uso para fins comerciais depende de solicitações individuais que são analisadas caso a caso pela ANAC com cópia para o Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica (DECEA).

5. Qual é a legislação atual no Brasil para o uso de drones?

Para veículos aéreos não tripulados e pilotados remotamente (Vant/RPA), que possuam carga útil (algum material além do drone) e para fins não-recreativos, confira a Circular da Aeronáutica AIC 21/10.

Para drone que se pode comprar para se divertir, para competir, por hobby ou lazer, acesse a Portaria DAC 207."


FONTE: escrito por Leyberson Pedrosa, da EBC Brasil   (http://www.fab.mil.br/notimp#n86553). [Imagens acrescentadas por este blog 'democracia&política'].

COMO PROVOCAR GUERRA CONTRA A RÚSSIA - TRÊS FRONTS


Três fronts para provocar guerra contra a Rússia: Washington pode incendiar o caos na Ásia Central

Por Ivan Lisan, em "Odnaka.org", "The Vineyard of the Saker", com o título “Three fronts for Russia: How Washington will fan the flames of chaos in Central Asia” (“Три фронта для России: как Вашингтон раздует пламя хаоса в Средней Азии”). Traduzido do russo para inglês por Robin e traduzido do inglês pelo "pessoal da Vila Vudu". Postado no "Redecastorphoto" 


The Saker 


"A declaração do general norte-americano “Ben” Hodges de que, dentro de quatro ou cinco anos, a Rússia pode desenvolver a capacidade para manter guerras simultâneas em três fronts não é só reconhecimento do crescente potencial militar da Federação Russa, mas, também, promessa-ameaça de que Washington lá estará, plantada precisamente em todos esses três fronts, bem ali, junto às fronteiras da Federação Russa.


Mapa da Federação russa e fronteiras

No contexto do inevitável crescimento da China e da crise financeira que certamente se agravará, com o espocar concomitante de bolhas e mais bolhas, nada mais resta aos EUA para tentar preservar sua hegemonia global, que minar os adversários. E o único meio para alcançar tal objetivo é disparar o caos nas repúblicas que fazem fronteira com a Rússia.

Eis por que a Rússia enfrentará, inevitavelmente, um período de conflitos e crises junto às suas fronteiras.

--O primeiro front, de fato, até já existe, na Ucrânia
--o segundo muito provavelmente será entre Armênia e Azerbaijão, na disputa por Nagorno-Karabakh, e 
--o terceiro front, é claro, será criado na Ásia Central.


Localização de Nagorno-Karabakh

Se a guerra na Ucrânia leva a milhões de refugiados, dezenas de milhares de mortos e à destruição de cidades, reaquecer o conflito em Karabakh minará completamente toda a política externa russa no Cáucaso.

Todas as cidades na Ásia Central estão sob ameaça de explosões e ataque. Até aqui esse “futuro front” tem atraído menor atenção da imprensa-empresa – a Novorrússia domina todos os canais de televisão, jornais e websites – mas aquele teatro de guerra será dos mais complexos, depois do conflito na Ucrânia.

Subsidiário do Califato junto ao ventre da Rússia

A tendência clara, indiscutível, no Afeganistãoe a principal fonte de estabilidade na região – é na direção de uma aliança entre os Talibã e o Estado Islâmico. Isso, embora a formação dessa união ainda esteja nos primeiros dias; embora praticamente não se ouçam referências a essa aliança, ou só se ouçam referências fragmentadas; e embora não se conheça ainda a verdadeira escala das atividades dos emissários do Estado Islâmico – e a tendência à aliança entre os Talibã e o Estado Islâmico apenas deixe ver uma ponta de iceberg sobre a superfície.

Mas já não há dúvidas de que há agitadores do Estado Islâmico ativos no Paquistão e em províncias do sul do Afeganistão, controladas pelos Talibã. Nesse caso, a primeira vítima do caos no Afeganistão é o Paquistão, país que, por insistência e com a ajuda dos EUA, alimentou os Talibã nos anos 1980s. Esse projeto ganhou vida própria e é persistente pesadelo para Islamabad, que já decidiu estabelecer relações amigáveis com China e Rússia.

Essa tendência pode ser vista nos ataques dos Talibãs contra escolas paquistanesas, cujos professores já andam armados; na prisão repetida de terroristas nas grandes cidades; e no início de atividades em apoio a tribos hostis aos Talibã no norte.


Af-Pak e fronteiras

O mais recente desdobramento legislativo no Paquistão é uma emenda à Constituição, para expandir a jurisdição dos tribunais militares também para civis. Por todo o país, terroristas islamistas e simpatizantes estão sendo presos. Só no noroeste, já aconteceram mais de 8 mil prisões, incluindo membros do clericato. Organizações religiosas foram banidas, e emissários do Estado Islâmico foram capturados.

Dado que os EUA não gostam de pôr todos os ovos na mesma cesta, garantirão apoio ao governo em Cabul, que lhes permitirá permanecer legitimamente no país; e também darão apoio aos Talibã, que já está se convertendo também ao Estado Islâmico. Resultado disso será um caos generalizado, no qual os EUA não tomarão parte (formal e oficialmente); apenas se sentarão nas suas bases militares, esperando para saber quem sobreviveu. Então, Washington garantirá assistência ao vitorioso. Observe-se que os serviços de segurança dos EUA apoiam os Talibã já há muito tempo e bem efetivamente: muitos das forças oficiais de segurança e da Polícia no Afeganistão são ex-Talibã e Mujahideen.

Há método nessa destruição

O primeiro modo para desestabilizar a Ásia Central é criar problemas nas fronteiras, associados à ameaça de que os Mujahideen invadirão a região. A testagem dos vizinhos já começou: já surgiram problemas no Turcomenistão, que até teve de pedir que Cabul não realizasse operações militares de larga escala nas províncias fronteiriças. O Tadjiquistão forçou os Talibã a negociar a libertação dos guardas de fronteira que haviam sequestrado, e o serviço de fronteira do Tadjiquistão noticia que há grande número de Mujahideen junto às suas fronteiras.

Em geral, todos os países que fazem fronteira com o Afeganistão já subiram o nível de segurança nas áreas limítrofes.

O segundo modo é infiltrar islamistas por trás das linhas. Esse processo já começou: o número de extremistas só no Tadjiquistão já subiu para mais que o triplo no ano passado; ainda que estejam sendo caçados e presos, obviamente não será possível capturá-los todos. Além do mais, a situação é agravada pela volta dos trabalhadores migrantes que estavam na Rússia, o que expande a base para recrutamento. Se parar ou diminuir o fluxo até aqui ininterrupto de ajuda russa ao país, o efeito poderá ser descontentamento popular e tumultos orquestrados e manipulados.

Kadir Malikov, especialista do Quirquistão, informa que foram alocados US$ 70 milhões para o grupo militar Maverenahr do Exército Islâmico, que inclui representantes de todas as repúblicas da Ásia Central, para organizarem atos de terrorismo na região, com especial ênfase no Vale Fergana, coração da Ásia Central.


Vale Fergana - localização geográfica

Outro ponto de vulnerabilidade são as eleições parlamentares no Quirguistão, marcadas para o próximo outono. Uma nova “onda” de “revoluções coloridas” gerará o caos e levará à desintegração de vários países.

Guerras autossustentáveis

Promover guerras é trabalho caro; por isso, a desestabilização na região deve ser autossustentável ou, pelo menos, deve gerar algum lucro para o complexo militar-industrial dos EUA. Nesse quesito, Washington tem obtido vários sucessos: deu ao Uzbequistão 328 veículos blindados que Kiev havia requisitado para sua guerra na Novorrússia. À primeira vista, não é negócio lucrativo, porque as máquinas foram doadas, mas, de fato, o Uzbequistão ficará atrelado aos EUA para obter peças de reposição e munição para os blindados. Washington tomou medida semelhante, quando transferiu equipamento e armas para Islamabad.

Mas os EUA não têm sido bem-sucedidos nas tentativas para impor seus sistemas de armas à Índia: os indianos não assinaram qualquer contrato, e Obama viu desfilarem carros e equipamento militares russos, quando assistiu a um desfile militar em Nova Delhi.

Os EUA estão empurrando os países naquela região para guerra contra os próprios protegidos norte-americanos – os Talibã e o Estado Islâmico – e, ao mesmo tempo, fornecem armas aos inimigos deles.

Desestabilização disseminada

Assim se vê que 2015 será marcado por preparativos para desestabilização disseminada por toda a Ásia Central e pela transformação do “AfPak” em subsidiário do Estado Islâmico nas fronteiras de Rússia, Índia, China e Irã. O início da guerra em escala total, que será inevitável, acontecerá quando o caos já estiver disseminado pela região. Levará a um banho de sangue nos “Bálcãs Eurasianos”, envolvendo automaticamente mais de 1/3 da população mundial e quase todos os rivais geopolíticos dos EUA. É oportunidade que Washington avaliará como boa demais para ser desperdiçada.



Qual será a resposta da Rússia?

A resposta da Rússia a esse desafio tem de ser multifacetada: envolver a região no processo da integração eurasiana; garantir assistência militar, econômica e política aos países da região; trabalhar em íntima associação com seus aliados na Organização de Cooperação de Xangai, OCX, e com os países BRICS (Brasil, Índia, China e África do Sul); fortalecer o exército do Paquistão; e, claro, ajudar a capturar os servidores barbudos do Califato.

Mas a resposta mais importante terá de ser a modernização acelerada das forças armadas russas e de seus aliados; e esforços para fortalecer e estreitar os laços da "Organização do Tratado de Segurança Coletiva" [orig. Collective Security Treaty Organization,CSTO], dando à CSTO o direito de contornar a altamente ineficiente Organização das Nações Unidas, ONU.

A região é extremamente importante: se a Ucrânia é o fusível da guerra, a Ásia Central é um depósito de pólvora. Se voar pelos ares, metade do continente será atingido".

FONTE: escrito por Ivan Lizan, jornalista ucraniano especializado em geopolítica. Publicado em "Odnaka.org", "The Vineyard of the Saker", com o título Three fronts for Russia: How Washington will fan the flames of chaos in Central Asia” (Три фронта для России: как Вашингтон раздует пламя хаоса в Средней Азии”). Traduzido do russo para inglês por Robin e traduzido do inglês pelo "pessoal da Vila Vudu". Postado por Castor Filho no blog "Redecastorphoto"   (http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2015/02/tres-fronts-para-provocar-guerra-contra.html).

domingo, 1 de março de 2015

EUA PRESSIONAM TUCANOS E MÍDIA PARA CUMPRIREM COMPROMISSO ENTREGUISTA?




Aloysio Nunes/PSDB atende petroleiras estrangeiras e propõe no Senado acabar com o controle estatal brasileiro do pré-sal

[OBSERVAÇÃO deste blog 'democracia&política':

DESESPERO E URGÊNCIA PARA ATENDER INTERESSES DAS PETROLEIRAS DOS EUA 

Repito, por ser atual e oportuno, trecho de nossa postagem de 12/02/2015 (http://democraciapolitica.blogspot.com.br/2015/02/entreguismo-do-psdb-aos-eua-entrevista.html ):

"Em 2009, o então pré-candidato favorito à Presidência, José Serra (PSDB), assumiu secretamente, com representante norte-americano, a promessa de que o modelo de partilha do pré-sal seria eliminado caso ele fosse eleito Presidente da República, de modo a obrigar a Petrobras a ceder a exploração às petrolíferas estrangeiras, no caso à norte-americana Chevron.

É isso que mostrou sigiloso telegrama diplomático dos EUA, de dezembro de 2009, descoberto e revelado ao mundo pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch).

O assunto chegou a ser publicado (até mesmo!) no jornal tucano "Folha de São Paulo" (ver abaixo).

O dono do WikiLeaks, Julian Assange, por suas incômodas revelações, há muitos anos tem sido caçado pelos EUA e seus aliados, e somente tem conseguido sobreviver porque o Equador desde então lhe concedeu asilo em sua embaixada em Londres. 

Sobre o compromisso do PSDB/Serra com a Chevron, transcrevo a seguir reportagem de 13/12/2010 da própria tucana "Folha" (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1312201002.htm):

"WIKILEAKS, OS PAPÉIS BRASILEIROS

Petroleiras [norte-americanas] foram contra novas regras para pré-sal

De JULIANA ROCHA, de Brasília, e CATIA SEABRA,de São Paulo, para a "Folha" 

"Segundo telegrama do [corpo diplomático dos EUA revelado pelo] WikiLeaks, Serra prometeu alterar regras caso vencesse.

Assessor do tucano na campanha confirma que candidato era contrário à mudança do marco regulatório do petróleo [de concessão para partilha],

As petroleiras americanas não queriam a mudança no marco de exploração de petróleo no pré-sal que o governo [PT] aprovou no Congresso, e uma delas ouviu do então pré-candidato favorito à Presidência, José Serra (PSDB), a promessa de que a regra seria alterada caso ele vencesse.

É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA, de dezembro de 2009, obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch). A organização teve acesso a milhares de despachos. A Folha e outras seis publicações têm acesso antecipado à divulgação no site do WikiLeaks.

"Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava... E nós mudaremos de volta", disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.

Um dos responsáveis pelo programa de governo de Serra, o economista Geraldo Biasoto, confirmou que a proposta do PSDB previa a reedição do modelo passado.

"O modelo atual impõe muita responsabilidade e risco à Petrobras", disse Biasoto, responsável pela área de energia do programa. "Havia muito ceticismo quanto à possibilidade de o pré-sal ter exploração razoável com a mudança de marcos regulatórios que foi realizada."

Segundo Biasoto, essa era a opinião de Serra e foi exposta a empresas do setor em diferentes reuniões, sendo uma delas apenas com representantes de petroleiras estrangeiras. Ele diz que Serra não participou dessa reunião, ocorrida em julho deste ano. "Mas é possível que ele tenha participado de outras reuniões com o setor", disse.

SENSO DE URGÊNCIA

O despacho relata a frustração das petrolíferas [norte-americanas] com a falta de empenho da oposição [compromisso gratuito?] em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro.

O texto diz que Serra se opõe ao projeto, mas não tem "senso de urgência". Questionado sobre o que as petroleiras fariam nesse meio tempo, Serra respondeu, sempre segundo o relato: "Vocês vão e voltam".

A executiva da Chevron relatou a conversa ao representante de economia do consulado dos EUA no Rio.

A mudança que desagradou às petroleiras [norte-americanas] foi aprovada pelo governo [PT] na Câmara no começo deste mês.

Desde 1997, quando acabou o monopólio da Petrobras [desfeito por iniciativa do PSDB/FHC], a exploração de campos petrolíferos obedeceu a um "modelo de concessão" [muito generoso para as petroleiras estrangeiras].

Nesse caso, a empresa vencedora da licitação ficava dona do petróleo a ser explorado [poderia, se quisesse ou se o governo dos EUA determinasse, nem vendê-lo ao Brasil] - pagando [apenas pequenos] royalties ao governo [brasileiro] por isso.

Com a descoberta dos campos gigantes na camada do pré-sal, o governo [PT] mudou a proposta. Eles serão licitados por meio de partilha.

Assim, o vencedor terá de obrigatoriamente partilhar o petróleo encontrado com a União, e a Petrobras ganhou duas vantagens: será a operadora exclusiva dos campos e terá, no mínimo, 30% de participação nos consórcios com as outras empresas.

A Folha teve acesso a seis telegramas do consulado dos EUA no Rio [enviados ao governo em Washington] sobre a descoberta da reserva de petróleo, obtidos pelo WikiLeaks.

Datados entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009, mostram a preocupação da diplomacia dos EUA com as novas regras. O crescente papel da Petrobras como "operadora-chefe" também é relatado com preocupação.

O consulado [dos EUA] também avaliava, em 15 de abril de 2008, que as descobertas de petróleo e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) poderiam [indesejavelmente para os EUA] "turbinar" a candidatura de Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil.

O consulado cita que o Brasil [se não acabar logo com o modelo de partilha] se tornará um "player" importante no mercado de energia internacional.

Em outro telegrama, de 27 de agosto de 2009, a executiva da Chevron comenta que uma nova estatal deve ser criada para gerir a nova reserva [e deprecia que é] porque "o PMDB precisa de uma companhia". Um texto [do consulado dos EUA ao governo em Washington] de 30 de junho de 2008 diz que a reativação da Quarta Frota da Marinha dos EUA causou reação nacionalista. A frota é destinada "a agir" no Atlântico Sul, área de influência brasileira."

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As explicações e justificativas tucanas e da mídia para acabar com o regime de partilha e com a obrigação de conteúdo nacional, têm sido cada vez mais cínicas, hipócritas, risíveis ("salvar a Petrobras", "combater a corrupção" blá, blá).

Não é de estranhar. A nossa mídia e a "elite"(!?!) de direita, como sempre antinacionais, há muitas décadas defendem e pautam a luta pelo alcance dos objetivos do grande capital estrangeiro, especialmente o norte-americano e europeu, em detrimento dos interesses brasileiros. Nessa linha, sempre tentaram impedir a criação e, depois, destruir ou vender a Petrobras. Getúlio morreu por criá-la.

Mas a cobrança dos EUA deve estar mais forte agora. Provavelmente porque, depois de duas derrotas nas urnas, já cansaram de esperar e não mais acreditam na história de retorno do PSDB ao poder por meio de eleições normais. Se fossem eleitos, os tucanos cumpririam o prometido [gratuitamente?] aos norte-americanos. Os EUA querem medidas urgentes e cobram "os investimentos" feitos. 

Desesperados, a mídia e o PSDB estão deixando de ser sutis e têm sido cada vez mais abertamente ferozes batalhadores em prol dos interesses dos EUA sobre o nosso petróleo. Nesse cenário, se insere a iniciativa abaixo:]

Senador Aloysio Nunes [ex-pretenso vice do ex-pretenso presidente Aécio] atende petroleiras estrangeiras e propõe acabar controle estatal do pré-sal



Da Agência Senado

"O marco regulatório da exploração do petróleo do pré-sal, definido em 2010, pode sofrer mudanças. Um projeto do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o PLS 417/2014, pretende eliminar da legislação brasileira o modelo de partilha de produção, que rege toda a atividade extrativista no pré-sal.

O regime de partilha determina que as empresas interessadas em explorar o petróleo do pré-sal constituam consórcio com a Petrobras, no qual a empresa pública deve ter participação mínima de 30%. Além disso, [no modelo de partilha] o comitê operacional do consórcio deve ter metade dos membros, inclusive o presidente, indicados pelo governo brasileiro [e não dos EUA].

Ainda segundo as regras do regime de partilha, a produção oriunda da exploração deve ser dividida entre a empresa exploradora e a Petrobras — dessa forma, a União lucra diretamente em barris de petróleo, não em dinheiro. O petróleo obtido dessa forma é gerido pela Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural — Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), que o revende ou armazena.

Aloysio/PSDB "acredita" [será? Ou tenta convencer?] que esse sistema revelou-se "ineficiente" — especialmente depois do estouro da crise política na Petrobras. “A Petrobras é hoje uma empresa endividada, apresenta sérios problemas de gestão e está com enorme dificuldade de geração de caixa. Não dispõe de recursos suficientes para explorar a imensa reserva petrolífera constituída pelo pré-sal”, afirma na "justificativa" do projeto.

O senador também argumenta que a forma de lucratividade da empresa pública no regime de partilha (em barris, não em dinheiro) dá margem à má administração dos recursos. “Nada impede que esse óleo seja vendido a preços camaradas para empresas escolhidas ou para países amigos”, alerta.

Essas características, na visão do senador, levaram ao desinteresse de empresas privadas [norte-americanas] em participarem do primeiro (e até agora único) leilão de exploração sob o novo regime, o do Campo de Libra, realizado em outubro de 2013. Na ocasião, apenas um consórcio participou e o vencedor oferecia o mínimo estipulado nas regras.

Como alternativa, o autor propõe que a exploração do pré-sal retome o regime de concessão [implantado pelo PSDB/FHC e 1997, muito dadivoso para as petroleiras estrangeiras], que [infelizmente] ainda vale para todos os demais campos de petróleo do país. Nesse modelo, a União cede os direitos exclusivos de exploração de petróleo em uma determinada área a uma empresa, em troca de [ínfima] compensação financeira.

A "concessão" apresenta duas vantagens, na avaliação de Aloysio/PSDB. “Trouxe maior competição, estimulando a Petrobras a se tornar mais eficiente. É também mais transparente, pois as [ínfimas] receitas governamentais são arrecadadas em dinheiro. O governo não precisa vender o óleo que recebe, e a população não fica refém das vontades de um grupo de burocratas” [fica refém somente das decisões dos magnatas estadunidenses].

Pelas diretrizes do PLS [Projeto de Lei do Senado], todas as explorações já pactuadas sob o regime de partilha poderiam continuar. Apenas a partir da aprovação do projeto é que o regime de concessão voltaria a reger todas as explorações.

O projeto está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde ainda não tem relator. Também precisará passar pelas Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Serviços de Infraestrutura (CI)".

FONTE: postado por Rodrigo Vianna da revista Fórum   (http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/forca-da-grana/aloysio-nunes-atende-petroleiras-estrangeiras-e-propoe-acabar-controle-estatal-pre-sal/). [Título, observação e demais trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política']. 

ESTRANHO SILÊNCIO DA MÍDIA E OPOSIÇÃO SOBRE ROUBO DE R$ 502 BILHÕES DE DINHEIRO PÚBLICO NO ANO PASSADO





Por que mídia escondeu a sonegação de R$ 502 bilhões em 2014?

[OBS deste blog ‘democracia&política`:

Pura hipocrisia da autoproclamada "elite". Grandes empresas (inclusive as de mídia), empresários, comerciantes, profissionais liberais, cidadãos comuns, até alguns ministros de tribunais, e muitos outros, todos travestidos de "honestos" e "pagadores de impostos", cinicamente dizem-se “éticos” e condenam duramente dia e noite, nos últimos 12 anos, os políticos (desde que não sejam da direita) por “roubo do dinheiro público”. 

Porém, é gigantesco o roubo deles do dinheiro que deveria ser público. Por exemplo, por meio de falseamento de dados na Declaração de Imposto de Renda, por omissão de ganhos (como rendas de aluguéis, lucros de vendas de bens etc), por inventarem despesas dedutíveis no Imposto de Renda, por não emitirem notas fiscais, e muitos outros truques fraudando o IR, IPI, IOF, INSS, COFINS, CSLL, FGTS, ICMS, ISS, dentre outros.

Não esqueçamos, nem sejamos enganados. Toda sonegação é roubo de dinheiro que por lei deveria ser público. O montante roubado por sonegação ultrapassa em muito a soma dos escândalos da Petrobras, do mensalão do PT, dos engavetados, abafados e impunes mensalão tucano, mensalão do DEM, Lista de Furnas, dinheiro da compra de votos para a reeleição de FHC, até mesmo da multibilionária privataria tucana.

O somatório da  sonegação no Brasil já ascende ao monstruoso montante de R$ 502 bilhões por ano! E isso sem considerar a gigantesca disfarçada sonegação, elisão e evasão fiscal ilegais ou mesmo permitidas "legalmente" (!) por conta de empresas que têm sede, ou ramo "virtual", em paraísos fiscais (Bahamas, Ilhas Cayman, Ilhas Bermudas, Ilhas Turks e Caicos, Liechtenstein, Suiça, Ilhas do Canal, Mônaco, Luxemburgo, Ilha da Madeira e outros). Se fossem considerados esses "offshore", o roubo no Brasil ascenderia a mais de um trilhão/anual !!!).

Vejamos sobre esse assunto a seguinte postagem do blog "O Cafezinho"]:

Por Miguel do Rosário

"A confirmação de abertura da CPI do Suiçalão no Senado pode ser uma grande oportunidade.

Aliás, doravante podemos até mudar o nome dela para CPI da Sonegação.

Há algumas semanas, o Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), divulgou um estudo em que estimava a sonegação tributária no ano passado em R$ 502 bilhões.

Para efeito de comparação, os estudos oficiais sobre a corrupção no Brasil costumam estimar um prejuízo em média de R$ 70 a 80 bilhões por ano.

Um estudo da Câmara Federal estimou precisamente em R$ 85 bilhões por ano.

A "Veja", que tem interesse em apresentar o Brasil como o país mais corrupto do mundo, estima que a corrupção no Brasil atingiu R$ 82 bilhões por ano.

Procurei a informação sobre o estudo do Sinprofaz na grande mídia.

Nada.

Por que “sonegaram” essa informação?

Os procuradores estimam que a redução da sonegação poderia permitir uma queda brutal da carga tributária.

Eu prefiro nem pensar assim.

Prefiro pensar que poderíamos, ao invés de reduzir a carga tributária, aprimorar de maneira extraordinária a qualidade dos serviços públicos oferecidos aos brasileiros.

Esse mais de meio trilhão de reais por ano dá para bancar, para início de conversa, uma revolução na infraestrutura, construindo metrôs, trens, VLTs, novas estradas, portos, aeroportos em todo país.

Por que a mídia abafa obsessivamente as denúncias e os debates sobre a sonegação e evasão fiscal no país, notadamente a maior do mundo, segundo a ONG "Tax Justice"?

(Leia o post: O Brasil é o país que mais sonega impostos no mundo).

Diante desse quadro, que arrasa as contas públicas nacionais, o escândalo do HSBC oferece excelente oportunidade para combatermos a cultura da sonegação no país.

A mesma coisa vale para a sonegação da "Globo".

As eleições do ano passado, extremamente turbulentas, sobretudo por causa da morte trágica de Eduardo Campos, abafaram um pouco a divulgação dos documentos completos da sonegação da "Globo".

Entrem neste post do "Cafezinho", baixem os arquivos e me ajudem a estudar o processo da Receita Federal contra a "Globo".

Há vários documentos com as assinaturas dos irmãos Marinho, proprietários da "Globo".

Não é nenhuma “delação premiada”.

São provas materiais, concretas, de crime contra o sistema tributário nacional.

Um crime cometido por uma concessão pública de TV que ganha bilhões e bilhões de recursos públicos, de todos os governos, municípios, estatais, e todo o tipo de órgão público nacional.

A "Globo" é a última empresa que poderia sonegar impostos e evadir recursos para o exterior ilegalmente.

E, no entanto, ela fez isso.

A "Globo" não pode sair impune tão facilmente de uma operação que envolveu a tentativa criminosa de escamotear recursos que pertencem ao povo brasileiro.

Não adianta falar que pagou o DARF.

Evasão fiscal e lavagem de dinheiro não podem ser perdoados porque se pagou uma dívida.

A Justiça e o Ministério Público não zelam, de maneira tão rígida, pelo bem público, a ponto de pretenderem fechar e quebrar todas as grandes empreiteiras nacionais em nome disso?

Por que um zelo obsessivo, até mesmo destruidor, de um lado, e nenhuma disposição para investigar os grandes sonegadores nacionais?

A nossa mídia faz campanha sistemática contra os impostos, sem jamais explicitar que a sonegação representa o crime mais lesivo aos cofres públicos.

Por que isso, se a sonegação é seis vezes maior que a corrupção?

Queremos mais informações sobre o estranho roubo do processo da sonegação da "Globo", um roubo que resultou em grande vantagem para a emissora, porque postergou a sua transferência para a esfera criminal do Ministério Público.

Esperemos que a CPI do Suiçalão, enfim, abra uma brecha nesse mórbido pacto de silêncio da mídia quando o assunto é o principal problema brasileiro, aquele que atinge diretamente as contas públicas nacionais.

Também estamos curiosos para entender porque o PSDB não assinou o requerimento da criação da CPI do Suiçalão?

O PSDB não acha que a sonegação brasileira seja um problema nacional?

E a mídia, por quanto tempo vai bloquear o debate sobre a evasão fiscal brasileira?"

FONTE: escrito por Miguel do Rosário em seu blog "O Cafezinho" (http://www.ocafezinho.com/2015/02/27/por-que-midia-escondeu-a-sonegacao-de-r-502-bilhoes-em-2014/). [Título e observação inicial em azul e entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].